Na base, Kassab amarra alianças regionais com PT

Posse de Afif Domingos no comando da Secretaria da Micro e Pequena Empresa tem implicações nacionais e regionais nas eleições 2014; acordo garante apoio do PT à possível candidatura do vice-governador baiano Otto Alencar (PSD), à candidatura do nome escolhido por Omar Aziz (PSD) para sucedê-lo no Amazonas e à tentativa de reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD), em Santa Catarina; de quebra, Gilberto Kassab ainda enfraqueceu o governo Alckmin

Na base, Kassab amarra alianças regionais com PT
Na base, Kassab amarra alianças regionais com PT

247 - O anúncio do convite do vice-governador de São Paulo, Afif Domingos, para assumir a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, feito nesta segunda-feira, traz embutido bem mais do que a potencial ampliação da base de apoio da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. O acordo entre Gilberto Kassab e Dilma Rousseff para a indicação de Afif envolve uma série de alianças regionais entre PSD e PT, com implicações determinantes para as eleições de 2014.

Além de ampliar o tempo de tevê da propaganda de Dilma nas eleições do próximo ano, a parceria garante o apoio do PT à tentativa de reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD), em Santa Catarina. Outra disputa estadual diretamente afetada pelo entendimento em nível federal entre os partidos é a Bahia, onde o nome do vice-governador Otto Alencar (PSD) ganha força -- por lá, ele pode inclusive unir PT e DEM em aliança histórica (leia mais).

De quebra, o movimento de Kassab em direção à base governista ainda deve garantir o apoio do PT ao candidato escolhido por Omar Aziz (PSD) para sucedê-lo no governo do Amazonas, já que, em segundo mandato, Aziz não pode mais se reeleger. Mas o grande impacto eleitoral da aliança entre PT e PSD pode ser sentido em São Paulo.

Ao tirar o vice-governador de São Paulo, Kassab enfraquece o governo do tucano Geraldo Alckmin, que os petistas esperam enfim bater no Estado em 2014. O movimento do PSD abre espaço ainda para uma candidatura do próprio Kassab em São Paulo. Como o PT deve confirmar candidatura própria, possivelmente na figura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ambos (Padilha e Kassab) garantiriam o apoio mútuo no caso de um segundo turno contra Alckmin.

 

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