Na bronca com Dilma, ambientalistas procuram Aécio e Campos

"Dilma não tem pontes com o movimento ambiental. O setor está mais próximo do Eduardo Campos, mas Aécio Neves ainda tem tempo de manobra para recuperar terreno", afirma Mário Mantovani, diretor executivo da ONG SOS Mata Atlântica; ambientalistas preparam uma plataforma de compromissos que querem ver assumidos pelos candidatos na campanha

"Dilma não tem pontes com o movimento ambiental. O setor está mais próximo do Eduardo Campos, mas Aécio Neves ainda tem tempo de manobra para recuperar terreno", afirma Mário Mantovani, diretor executivo da ONG SOS Mata Atlântica; ambientalistas preparam uma plataforma de compromissos que querem ver assumidos pelos candidatos na campanha
"Dilma não tem pontes com o movimento ambiental. O setor está mais próximo do Eduardo Campos, mas Aécio Neves ainda tem tempo de manobra para recuperar terreno", afirma Mário Mantovani, diretor executivo da ONG SOS Mata Atlântica; ambientalistas preparam uma plataforma de compromissos que querem ver assumidos pelos candidatos na campanha (Foto: Valter Lima)

247 - Sem um candidato para chamar de seu, como ocorreu em 2010, quando a ex-ministra Marina Silva foi candidata, os ambientalistas agora tentam criar ligação com os dois principais candidatos de oposição, o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB). Insatisfeitos com a presidente Dilma Rousseff, ela até será procurada pelo setor, mas a sua candidatura à reeleição será combatida.

"Dilma não tem pontes com o movimento ambiental. O setor está mais próximo do Eduardo Campos, mas Aécio Neves ainda tem tempo de manobra para recuperar terreno", afirma Mário Mantovani, diretor executivo da ONG SOS Mata Atlântica, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. Mantovani e o ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo Fábio Feldmann estão coordenando a elaboração de uma plataforma de compromissos que querem ver assumidos pelos candidatos na campanha. 

Entre elas devem constar uma tributação maior para empresas que provocarem impacto ambiental; uma legislação nos moldes da Lei Rouanet, que ofereça desconto no Imposto de Renda para empresas que doarem recursos para ONGs ambientalistas; investimentos para reforçar o Ibama e a Funai; e uma indicação clara sobre qual será a posição do Brasil na COP 21, a Conferência Anual do Clima. Programado para 2015 em Paris, o evento é considerado o mais importante desde a Conferência de Kioto.

Convidado para concorrer à Presidência em 2014 pelo PV e tentar ocupar o espaço de Marina na campanha, o jornalista Fernando Gabeira não parece disposto a entrar na disputa, mas continua sendo uma voz ativa entre os ambientalistas. Ele concorda que "majoritariamente" os votos do setor vão para a oposição, mas relativiza seu poder de unidade política. "Os ambientalistas se dividem de várias maneiras. Uns estão mais à esquerda, outros mais à direita. Tem ambientalista em todos os partidos e espectros", afirma.

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