Na Paraíba, Dilma pede resistência à crise

A presidente eleita e deposta pelo golpa parlamentar em 2016, Dilma Rousseff, deixou um recado aos paraibanos em sua passagem pelo estado nordestino: "resistam", disse ela; governo de Michel Temer tem aprovação de apenas 7%, conforme pesquisa publicada pelo Datafolha na última semana de junho, a menor popularidade em 28 anos; também foi o primeiro presidente denunciado por corrupção na história do País, tenta colocar em prática reformas rejeitadas pela ampla maioria da população e tem uma base governista cada vez mais se esfacelando

Dilma Rousseff
Dilma Rousseff (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A presidente eleita e deposta pelo golpa parlamentar em 2016, Dilma Rousseff, deixou um recado aos paraibanos em sua passagem pelo estado nordestino: "resistam", disse ela ao site Mais PB.

O governo de Michel Temer tem aprovação de apenas 7%, conforme pesquisa publicada pelo Datafolha na última semana de junho, a menor popularidade em 28 anos.

O peemedebista foi o primeiro presidente denunciado por corrupção na história do País e deve ser alvo de novas denúncias, pois o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o acusou de cometer os crimes de obstrução judicial e organização criminosa, além de corrupção, que motivou a primeiro denúncia contra Temer.

Por outro lado, Dilma foi inocentada tanto pelo Ministério Público Federal como pela perícia do Senado. Em julho do ano passado, o procurador da República Ivan Cláudio Marx, responsável pelo caso aberto no MP do Distrito Federal, pediu arquivamento do inquérito. Em sua decisão, Marx levantou suspeitas sobre "eventuais objetivos eleitorais" com as "pedaladas" e afirmou que o caso "talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado 'jeitinho brasileiro' em 'criatividade maquiavélica'".

Em junho de 2016, uma perícia realizada por técnicos do Senado Federal entregue à comissão do impeachment, em resposta a perguntas feitas pela defesa e pela acusação da presidente Dilma Rousseff, conclui que ela não praticou as chamadas "pedaladas fiscais". O documento, assinado por três técnicos, observa que não houve ação de Dilma no atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra, uma das acusações que constam no pedido de impeachment contra a presidente.

"Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediatamente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos", diz trecho do laudo.

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