Na reunião com governadores, Bolsonaro pede apoio para congelar salário de servidores

Na reunião com os governadores, realizada por vídeoconferência nesta quinta-feira (21), Jair Bolsonaro pediu união para "buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa até 31 de dezembro do ano que vem, isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios"

(Foto: Marcos Correa - PR)
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247 - Jair Bolsonaro mudou o tom agressivo que vem usando nos últimos dias contra os governadores e, em uma reunião realizada por meio de videoconferência, disse que dever sancionar ainda nesta quinta-feira (21) o projeto de auxílio financeiro aos estados e municípios. Em contrapartida, ele pediu que os governadores apoiem a manutenção dos vetos feitos por ele, incluindo o que diz respeito ao congelamento de salários dos servidores durante a pandemia. 

"Bem como nesse momento difícil que o trabalhador enfrenta, alguns perderam seus empregos, outros tendo salário reduzido, os informais que foram duramente atingidos nesse momento, buscar maneiras de, ao restringirmos alguma coisa até 31 de dezembro do ano que vem, isso tem a ver com servidor público da União, Estados e municípios, nós possamos vencer essa crise", disse Bolsonaro durante a reunião. 

"O mais importante: se possível sair uma proposta aqui por unanimidade de nós, ao vetarmos quatro dispositivos, um que é de extrema importância, que esse veto venha a ser mantido por parte do parlamento. Porque é assim que vamos construir nossa política, nos entendendo cada vez mais", completou.

O tom adotado por Bolsonaro difere das críticas feitas por ele contra os governadores desde o início da crise, em função das medidas de isolamento social adotadas por gestores estaduais e municipais para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. 

Segundo reportagem do G1, o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que os governadores deverão atuar para manter o veto de Bolsonaro à possiblidade de aumento salarial para o funcionalismo público. 

"Entendemos e sabemos que o senhor está sofrendo pressões, nós todos nos estados estamos sofrendo pressões também com esses pontos, mas acho que é momento da unidade nacional, presidente, que todos nós estamos dando cota de sacrifício, momento ímpar da história do nosso país. Então, a maioria dos governadores entende importante, se assim o senhor achar, vetar esse artigo dos aumentos salariais", disse. 

"Pedir, presidente, se for a intenção do senhor a sanção, que realmente, se possível, foi uma unanimidade dos governadores, que possa fazer liberação dessa primeira parcela ainda no mês de maio, isso é crucial para os entes federados, porque estamos vivendo um momento de perda brutal de nossas receitas", disse Azambuja.

O governador do Mato Grosso do Sul disse que os governadores apoiarão Bolsonaro no veto aos reajustes de servidores.

"Entendemos e sabemos que o senhor está sofrendo pressões, nós todos nos estados estamos sofrendo pressões também com esses pontos, mas acho que é momento da unidade nacional, presidente, que todos nós estamos dando cota de sacrifício, momento ímpar da história do nosso país. Então, a maioria dos governadores entende importante, se assim o senhor achar, vetar esse artigo dos aumentos salariais", declarou Azambuja.

Além de Azambuja, também falaram na reunião os governadores de São Paulo, João Dória, do Espírito Santo, Renato Casagrande, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A lista completa dos governadores que participaram da reunião, porém, não foi divulgada pelo Palácio do Planalto. 

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