"Não era para vazar", diz publicitário de Temer

"Áudio de um vice-presidente se preparando pra fazer um discurso decente é muito diferente de um governista tramando contra o Estado, garantindo uma nomeação fictícia. Uma nomeação pra driblar o bom senso e a lei", diz o publicitário Elsinho Mouco, sobre o polêmico áudio do vice-presidente Michel Temer; "Podia não ter ocorrido, mas, já que aconteceu, o vazamento revela um Michel Temer estadista"

"Áudio de um vice-presidente se preparando pra fazer um discurso decente é muito diferente de um governista tramando contra o Estado, garantindo uma nomeação fictícia. Uma nomeação pra driblar o bom senso e a lei", diz o publicitário Elsinho Mouco, sobre o polêmico áudio do vice-presidente Michel Temer; "Podia não ter ocorrido, mas, já que aconteceu, o vazamento revela um Michel Temer estadista"
"Áudio de um vice-presidente se preparando pra fazer um discurso decente é muito diferente de um governista tramando contra o Estado, garantindo uma nomeação fictícia. Uma nomeação pra driblar o bom senso e a lei", diz o publicitário Elsinho Mouco, sobre o polêmico áudio do vice-presidente Michel Temer; "Podia não ter ocorrido, mas, já que aconteceu, o vazamento revela um Michel Temer estadista" (Foto: Leonardo Attuch)

Por Elsinho Mouco, em seu Facebook

O vice-presidente Michel Temer nos últimos dias passou a ser desafiado por aliados e assessores para pensar no que dizer aos brasileiros no momento mais delicado da vida politica em tantos anos.

Dirigir-se à população num momento como esse exige cuidado, preparação, responsabilidade. Não há nada mais importante para um governante do que se comunicar com o Congresso, com a sociedade. E se comunicar direito, com clareza e equilíbrio. Era disso que se tratava esse breve discurso, esse áudio vazado.

Ser acusado de se preparar chega a ser estranho, um golpe ao bom senso. Governos eficientes são formados por pessoas previdentes, que desenham cenários e se programam para todos eles. Alguns se materializarão, outros não.

De prático: o vazamento é chato porque sempre rende discurso para o governo acusa-lo de golpista. Mas sabe o que o governo diria ser não tivesse vazado o discurso? Que o Temer é golpista. Não mudaria nada.

A sua explicação no JN mostrou que ele é humano, não é infalível. Não tentou ser um personagem feito a presidente Dilma, que nunca erra, nunca se engana. Que fala bobagem por não se preparar.

O Temer se prepara, lê, discute, ensaia, pergunta, além de não ter medo da verdade.
De mais a mais, chato é quando o vazamento revela um crápula, alguém que nos holofotes se transforma num lobo em outra pele.

Posso estar errado ou estar sendo ingênuo, mas não vejo o dano à imagem que as primeiras análises mais ácidas (Moreno e Igor Gielow) identificaram. Muito pelo contrário.

Claro que o vice-presidente precisa conseguir vencer essa votação de domingo. Mas o desafio dele começa depois desse discurso.

Como montar um governo de primeira linha, com tantos interesses e desconfianças? Com TSE e Lava-Jato, com feridos de guerra, com problemas sociais e econômicos. Com problemas políticos… etc etc etc…

Áudio de um vice-presidente se preparando pra fazer um discurso decente é muito diferente de um governista tramando contra o Estado, garantindo uma nomeação fictícia. Uma nomeação pra driblar o bom senso e a lei.

Podia não ter ocorrido, mas já que aconteceu e o vazamento revela um Michel Temer estadista, caramba, que venha “el toro”. Que Deus lhe guie. Que Deus nos proteja! ”

(Por Elsinho Mouco)

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