No vale-tudo para votar logo denúncia,Temer incentiva até abstenções

Confiante de que tem os votos necessários para barrar a denúncia da PGR na Câmara, Michel Temer agora trabalha para encerrar de vez o assunto nesta semana; governo começou a estimular a presença até de deputados contrários a na Câmara; tudo para garantir quorum mínimo para a votação da denúncia contra o peemedebista nesta quarta-feira (2); aliados de Temer avaliam que, enquanto permanecer a possibilidade de afastamento, ele segue ainda mais fragilizado

(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer à imprensa. Foto: Marcos Corrêa/PR
(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer à imprensa. Foto: Marcos Corrêa/PR (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O governo começou a estimular a presença até de deputados contrários a Michel Temer na Câmara para garantir quorum para a votação da denúncia contra o peemedebista nesta quarta-feira (2).

Certo de que não haverá 342 votos para dar seguimento ao processo por corrupção, o Palácio do Planalto passou a pedir que compareçam e votem mesmo aqueles parlamentares da base que vão se posicionar contra Temer.

Além disso, líderes governistas pediram a deputados que ameaçavam se ausentar que eles também marquem presença, mas declarem abstenção na hora de pronunciar seus votos no microfone –o que conta para o quorum.

Auxiliares de Temer decidiram flexibilizar sua estratégia devido às dificuldades para atingir o mínimo de 342 parlamentares necessário para abrir a votação.

Com essa articulação, Temer quer colocar entre 290 e 300 deputados no plenário –mesmo que nem todos sejam seus apoiadores– e constranger a oposição a também marcar presença, chegando ao número mínimo para que a denúncia seja votada.

Se a estratégia não for bem-sucedida, deputados governistas pretendem culpar o PT e outros partidos pelo fracasso da votação, alegando que eles contribuem para ampliar a instabilidade no país.

As informações são de reportagem de Bruno Boghossian Gustavo Uribe, Daniel Carvalho e Angela Boldrini na Folha de S.Paulo.

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