Nomeação de Marta foi “uso indevido da coisa pública”

Crítica veio do tucano José Serra, no debate desta segunda, em referência à nomeação da senadora Marta Suplicy como ministra da Cultura, após pergunta de Fernando Haddad (PT): "Dizer que Dilma não deveria 'meter o bico' em São Paulo é tratamento que um candidato deve dar à presidente?"

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Nomeação de Marta foi “uso indevido da coisa pública” (Foto: Edição 247)


247 – O debate eleitoral entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo começou quente na noite desta segunda-feira 17. Promovido em parceria entre o jornal O Estado de S.Paulo, a TV Cultura e o site de vídeos YouTube, o evento tem a presença dos três líderes nas pesquisas, Celso Russomano (PRB), José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), além de Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT), Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB).

A primeira pergunta, feita pelo apresentador e jornalista Mário Sérgio Conti, foi sobre o que pensam os candidatos sobre Russomano liderar as pesquisas de intenção de voto. Os ataques vieram de Carlos Giannazi, a quem coube as críticas mais duras, e Paulinho da Força. Para Giannazi, "Russomano é o produto da falência do rebaixamento político que estamos vivendo". Segundo Paulinho, o candidato do PRB "tem duas caras" e "votou contra os pobres" e "para tirar direitos dos trabalhadores".

Já Chalita afirmou que ainda é cedo para falar de Russomano. "O eleitor não definiu nada ainda", disse o candidato do PMDB. Haddad e Serra concordaram com ele. O tucano disse que não acredita que a situação das pesquisas se mantenha até o fim. Soninha foi quem fez, na verdade, uma análise sobre o fato de Russomano liderar a disputa em São Paulo e avaliou que tem "mais chances" que ele, em referência a um embate com Serra e Haddad. Russomano se defendeu de alguns ataques: "As pessoas não duvidam do meu caráter e sabem quem eu sou".

Soninha fez críticas ao PT e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter realizado acordos políticos para obter parcerias na candidatura de Haddad. "O Lula traz o Maluf, perde a Herundina", atacou, em referência à parceria dos petistas com o PP do deputado Paulo Maluf e à desistência da deputada Luiz Erundina à vaga de vice na chapa de Haddad. Em seguida, a candidata do PPS perguntou: "Por que o Lula escolheu você e não a Marta?", após citar a nomeação da senadora como ministra da Cultura depois de ter entrado na campanha do petista em São Paulo. "Para não acontecer com o Senado o que aconteceu antes com a Prefeitura", respondeu o petista.

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Os candidatos do PT e do PSDB trocaram farpas depois de uma pergunta de Haddad a Serra: "Dizer que Dilma não deveria 'meter o bico' em São Paulo é tratamento que um candidato deve dar à presidente?". O tucano se defendeu afirmando que não houve "nenhuma conotação de agressividade" e recuou das críticas. Ele afirmou que é "natural" que o presidente apoie o candidato do partido nas eleições municipais e que, na verdade, o que quis criticar foi o fato de Dilma ter escolhido a senadora Marta Suplicy como ministra da Cultura em troca do apoio ao petista. "Isso é usar o governo como propriedade privada", disse o tucano. Haddad lembrou que a frase de Serra contra Dilma foi feita antes da nomeação de Marta e chamou o candidato de "deselegante" por suas declarações. Serra voltou a dizer que a escolha da presidente foi "uso indevido da coisa pública".

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Propostas

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Levy Fidelix arrancou risos do público ao dizer depois de receber uma pergunta sobre transportes. "A sorte sempre me acompanha". O candidato acrescentou que o povo o quer como prefeito. "Chuto a bola para fora e ela cai nos meus pés", disse, arrancando ainda mais risos. O candidato do PRTB também prometeu baixar a tarifa dos transportes de R$ 3 para R$ 2. Paulinho da Força voltou a defender a proposta de incentivar empresas a se instalarem na periferia da capital paulista por meio de incentivos fiscais. Sobre segurança pública, Chalita anunciou que pretende desenvolver uma central de monitoramento. "Eu quero resolver a segurança de São Paulo, e nós vamos fazer isso", disse o peemedebista.

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