O inferno astral do PSB

Desgaste que comeou com o prefeito de BH, Marcio Lacerda, passou pelo governo do Cear, onde Cid Gomes sofre com greves na segurana pblica, e chegou ao Ministrio da Integrao, do aspirante a prefeito Fernando Bezerra; problemas aparecem logo em momento de ascenso do partido

O inferno astral do PSB
O inferno astral do PSB (Foto: Divulgação )
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247 – O PSB foi o partido que mais cresceu nas eleições de 2010; e seu presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, vem ganhando espaço como presidenciável para 2014 ou, no mais tardar, 2018. O partido planeja crescer ainda mais nas eleições municipais de 2012, apresentando candidatura própria em todos os municípios onde não houver limitações de coligação, mas o ano eleitoral não começou bem para os socialistas. Pelos menos três de suas figuras mais proeminentes foram afetadas por um aparente inferno astral partidário.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, foi forçado a interromper a folga de início de ano para explicar o repasse de 90% das verbas antienchente para o estado de Pernambuco, terra de Bezerra. O ministro, indicado para o cargo por Eduardo Campos, alimenta pretensões políticas em Recife, e, apesar de os recursos alocados para Pernambuco não contemplarem a capital do estado, o portentoso percentual foi interpretado como resultado de calculada estratégia eleitoreira.

Por azar, Bezerra entra na linha de fogo ministerial – que, não custa lembrar, já derrubou sete – pouco antes da programada reforma na Esplanada dos Ministérios. E, caso não consiga se livrar do embaraço, pode dar lugar a Ciro Gomes, numa substituição que vem sendo aventada dentro do governo para equilibrar os poderes dentro do PSB.

O problema é que Cid Gomes, irmão e aliado de Ciro no PSB, também não vai bem politicamente. O governador do Ceará sofre há uma semana com greves na segurança pública que instalaram o caos no estado, inclusive com relatos de arrastões na capital Fortaleza. Essa é a segunda grande crise enfrentada pelo governador nos últimos meses. Cid também se indispôs com os professores da rede estadual, que chegaram a invadir a assembleia legislativa cearense para reivindicar seus direitos no ano passado.

Belo Horizonte

Outro socialista que não vai bem é o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Fruto de uma aliança informal entre PSB, PT e PSDB, Lacerda tem passado maus bocados na capital mineira e, depois de demitir 17 assessores de seu vice, Roberto Carvalho (PT), pode ficar sem o apoio do PT nas municiais deste ano.

A revolta dos petistas com as atenções que o socialista teria reservado ao PSDB (diz que os tucanos abocanharam 60% dos cargos da prefeitura) levaram um servidor público filiado ao partido a simular uma sessão de chibatadas em praça pública, num protesto contra o prefeito.

O ano de 2012 pode ser de consolidação para um PSB em crescimento, desde que o partido consiga se esquivar das crises, que, a depender dos opositores, devem se tornar mais frequentes.

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