O PT errou em São Paulo, critica Marta

Senadora preterida pelo ex-presidente Lula na escolha do candidato do PT Prefeitura de So Paulo vai ao Twitter avaliar pr-campanha de Fernando Haddad; Ficamos flertando com adversrio enquanto nossos tradicionais aliados migraram para o lado deles, disparou

O PT errou em São Paulo, critica Marta
O PT errou em São Paulo, critica Marta (Foto: DIVULGAÇÃO)

Diego Iraheta _247 - A senadora Marta Suplicy pretendia começar 2012 como candidata oficial do PT à Prefeitura de São Paulo. Na frente de todas as pesquisas eleitorais, era o nome mais forte do partido para vencer a corrida. No entanto, a presidente Dilma Rousseff entrou em cena, como mensageira do ex-presidente Lula, para que a parlamentar mudasse de ideia. “Um pedido dos dois [Lula e Dilma] para mim é algo irrecusável”, disse Marta, no começo de novembro do ano passado. O discurso não escondia o ressentimento por ter sido preterida por um neófito na militância petista, o então ministro da Educação, Fernando Haddad.

Nesta terça-feira, 28, Marta expressou seu descontentamento com o início da pré-campanha de Haddad, de forma categórica, para quem quisesse ver e ler. Pelo Twitter, postou: “No processo eleitoral de São Paulo, é preciso reconhecer que erramos. Fomos precipitados”. O “erramos” é um recado que abarca o partido e, principalmente, o ex-presidente Lula – que, mesmo combalido, articulava aliança de seu apadrinhado Haddad com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. “Ficamos flertanto com adversário enquanto nossos tradicionais aliados migraram para o lado deles”, tuitou.

Marta ecoou as críticas de diversos militantes do PT de São Paulo, bastante incomodados com a possibilidade de subir no palanque ao lado do fundador do PSD e cria de José Serra. Como explicar racionalmente a união com Kassab, fiel escudeiro do ex-governador tucano, do PSDB, adversário histórico do PT em São Paulo?

Pouco antes de Serra se lançar (enfim) como pré-candidato a prefeito, Kassab logo redefiniu percurso e se bandeou para longe do PT. Haddad respirou aliviado; caso contrário, teria que engolir toda a indignação dos petistas que não viam lógica na aliança com o prefeito. Mas é claro que Marta não podia deixar de tocar a ferida aberta no partido em São Paulo, onde os “tradicionais aliados” estão mais próximos do PSDB do que do PT.

É que enquanto a paquera de PT e PSD parecia engrenar como namoro firme, o articulador-mor do tucanato, Geraldo Alckmin, estava tecendo uma consistente costura política com PP, PSB e PDT. É principalmente aos dois últimos que Marta se refere em seu tuíte que pode ser tachado tanto de venenoso quanto de sensato.

Agora, só falta saber se Marta vai ajudar Haddad ou não a conquistar o eleitorado cativo dela ou se vai seguir com as observações críticas endereçadas, é claro, a Lula.

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