O que explica o golpismo? É apenas o ano de 2026

Alguém se arriscaria a dizer que o ex-presidente Lula não é favorito a vencer as eleições presidenciais em 2018? E que, se tiver saúde, poderá concorrer novamente em 2022, ano do bicentenário da Independência? Se esse cenário se confirmar, o PSDB e a centro-direita terão uma chance de retornar ao poder talvez em 2026; ano em que não existirão mais jornais impressos e que golpistas de hoje já estarão aposentados; só isso explica a ofensiva golpista para tentar mudar, agora, o resultado das urnas, com um auditoria sobre a apuração do Tribunal Superior Eleitoral

Alguém se arriscaria a dizer que o ex-presidente Lula não é favorito a vencer as eleições presidenciais em 2018? E que, se tiver saúde, poderá concorrer novamente em 2022, ano do bicentenário da Independência? Se esse cenário se confirmar, o PSDB e a centro-direita terão uma chance de retornar ao poder talvez em 2026; ano em que não existirão mais jornais impressos e que golpistas de hoje já estarão aposentados; só isso explica a ofensiva golpista para tentar mudar, agora, o resultado das urnas, com um auditoria sobre a apuração do Tribunal Superior Eleitoral
Alguém se arriscaria a dizer que o ex-presidente Lula não é favorito a vencer as eleições presidenciais em 2018? E que, se tiver saúde, poderá concorrer novamente em 2022, ano do bicentenário da Independência? Se esse cenário se confirmar, o PSDB e a centro-direita terão uma chance de retornar ao poder talvez em 2026; ano em que não existirão mais jornais impressos e que golpistas de hoje já estarão aposentados; só isso explica a ofensiva golpista para tentar mudar, agora, o resultado das urnas, com um auditoria sobre a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (Foto: Leonardo Attuch)

247 - Por que será que, de repente, depois de o próprio candidato derrotado Aécio Neves (PSDB-MG) ter aceito o resultado das urnas, pregado união e desejado boa sorte à presidente reeleita Dilma Rousseff, seu partido partiu para o mais escancarado golpismo, colocando em xeque o sistema eleitoral brasileiro, que é reconhecido no mundo inteiro?

A resposta parece ser 2026. Sim, antes disso, parecem remotas as possibilidades de que o PSDB, ou a centro-direita, retorne ao poder no Brasil. Eis os motivos:

1) Dilma fará um bom governo e já emitiu sinais nessa direção. Ao elevar a taxa de juros para enfrentar a inflação e buscar um nome de mercado para o Ministério da Fazenda, ela busca aplacar as críticas que sofre do setor empresarial – especialmente do mundo financeiro. Se o Brasil voltar a ser a "bola da vez", como foi no segundo governo Lula, e como já preveem consultorias internacionais, seus níveis de popularidade retornarão às alturas.

2) Numa decisão inteligente, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, já designou o candidato do PT em 2018. Ele próprio: Luiz Inácio Lula da Silva, chamado por Barack Obama de "o cara". Alguém em sã consciência duvida que a primeira pesquisa eleitoral sobre 2018 apontará Lula como o favorito, disparado, para suceder Dilma? Esse movimento, além de reduzir as perspectivas de poder da oposição, contribui também para cortar pela raiz a possibilidade de "fogo amigo" dentro do PT.

3) Se Lula vier a ser eleito, aos 72 anos, para governar o Brasil em 2018, ele fará de tudo para preservar sua saúde e buscar um quarto mandato em 2022. O motivo é o bicentenário da Independência. E estar à frente do País, neste momento, que marcaria a emancipação definitiva dos brasileiros, é o maior sonho de Lula.

Ou seja: se tudo isso der certo, o PSDB, ou centro-direita brasileira, poderão sonhar com a volta ao poder em 2026 – ano em que, segundo estudos de consultorias norte-americanas, não haverá mais jornais impressos. E golpistas atuais já estarão aposentados. Daí a urgência em recontar as urnas de 2014.

Ao vivo na TV 247 Youtube 247