Observatório da Democracia aponta retrocessos nos 100 dias de governo Bolsonaro

Os primeiros 100 dias do governo de extrema direita Jair Bolsonaro foram desastrosos em diferentes setores, da área de meio ambiente à política externa e no campo dos direitos sociais e trabalhistas do povo brasileiro; os inúmeros retrocessos constam de relatório divulgado pelo Observatório da Democracia durante ato na Câmara dos Deputados sobre os “100 dias de desconstrução do Brasil” a cargo de Bolsonaro

Observatório da Democracia aponta retrocessos nos 100 dias de governo Bolsonaro
Observatório da Democracia aponta retrocessos nos 100 dias de governo Bolsonaro (Foto: Adriano Machado - Reuters)

247 - Os primeiros 100 dias do governo de extrema direita Jair Bolsonaro foram desastrosos em diferentes setores, da área de meio ambiente à política externa e no campo dos direitos sociais e trabalhistas do povo brasileiro. Os inúmeros retrocessos constam de relatório divulgado nesta quarta-feira(10) pelo Observatório da Democracia durante ato na Câmara dos Deputados sobre os “100 dias de desconstrução do Brasil” a cargo de Bolsonaro. O Observatório é integrado pelas sete fundações partidárias ligadas ao PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL, Pros e PPL.

O relatório reforça que o governo "editou a Medida Provisória (MPV) nº 870, no primeiro dia de governo, estipulando órgãos, funções e atribuições suficientes para compor seu time. Na MPV cumpriu ideias vendidas como consenso no período eleitoral, reduzindo o número de ministérios de 35 para 22, sete a mais do que o prometido em campanha".

"Neste desenho, extinguiu o Ministério do Trabalho, dividindo as funções desta pasta entre os Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Economia. Esta medida indica a opção deste governo pelo Capital em detrimento da força de trabalho", diz o texto.

"Em relação às 35 “Metas Prioritárias” previstas para consecução em 100 dias, nenhuma surpresa. Em sua grande maioria, além de serem irrelevantes estrategicamente, genéricas conceitual e materialmente, não provocam nenhuma interferência no enfrentamento das reais demandas nacionais. A maioria, aliás, já é realizada regularmente. Outras, mais, apenas receberam outro desenho na sua solução".

O Observatório é integrado pelas sete fundações partidárias ligadas ao PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL, Pros e PPL. Os dirigentes das fundações apresentaram um relatório conjunto, com análises e dados que evidenciam as ameaças aos direitos e revelam o desmonte da estrutura do Estado brasileiro resultante dos primeiros meses do atual governo.

O presidente da Fundação Perseu Abramo (PT), Márcio Pochmann, destacou a importância do trabalho conjunto dos sete partidos, que monitoram as ações do governo a fim de subsidiar a ação no Parlamento e também de diferentes movimentos sociais. “É importante o acompanhamento crítico do que tem sido feito para balizar a ação contra os retrocessos”, disse.

Democracia

Renato Rabelo, da Fundação Maurício Grabois (PCdoB), advertiu que a questão central do Brasil, hoje, é a preservação da democracia, ameaçada por Bolsonaro e seus apoiadores ligados aos grandes interesses do capital nacional e estrangeiro. Afora isso, disse que o bolsonarismo é, de fato, um fenômeno que se constitui em “distopia, que faz girar a roda da história para trás, com uma política de destruição de direitos e de conquistas civilizatórias”. Ele destacou a importância da unidade da oposição para garantir a democracia e a soberania do País.

Para Alexandre Navarro, da Fundação João Mangabeira (PSB), é preciso denunciar ao mundo as ações contra o meio ambiente, povos indígenas e quilombolas que vêm sendo implementadas pelo atual governo. Ele lembrou, por exemplo, que o Serviço Florestal Brasileiro foi desativado e alertou que se forem implementadas ações programadas por Bolsonaro, a Amazônia poderá se transformar em deserto e o Nordeste poderá ficar sem água.

Capital financeiro

Francisvaldo Mendes, da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco (PSOL), afirmou que o atual governo não tem projeto de nação e de País, e esmera-se na prática de espalhar a confusão para beneficiar o capital financeiro.  Ele alertou que Bolsonaro, ao atacar os direitos dos trabalhadores e seu direito de organização, com o enfraquecimento das entidades sindicais, sinaliza para um ataque a toda a sociedade.

Leo Bijos, da Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini (PDT) e Felipe Espírito Santo, presidente da Fundação da Ordem Social (Pros) observaram que o atual governo em apenas 100 dias já não conta mais com a euforia inicial que a população projeta em um presidente que acabou de assumir o mandato e apontaram o caráter entreguista e antinacional de Bolsonaro.

O representante da Fundação Cláudio Campos (PPL), Marcos Vinicius, denunciou que Bolsonaro decretou um total desprezo institucional à Cultura, replicando prática de governantes fascistas que já foram varridos para a lata de lixo da história.

No site do Observatório da Democracia estão publicados os relatórios das fundações sobre temas como soberania, gestão de política econômica, previdência, direitos humanos e democracia. Conheça o site: www.observatoriodademocracia.org.br

O relatório divulgado hoje pode ser lido no link abaixo:

https://www.observatoriodademocracia.org.br/2019/04/10/relatorio-sobre-governo-bolsonaro-100-dias/

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