Para coautor de impeachment de Collor, diretas é “surrealismo político”

Criminalista que assinou pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, René Ariel Dotti critica "juízes midiáticos" e diz que descrença na política pode levar à ascensão de radicais como Jair Bolsonaro; segundo Dotti, as delações constituem "vantagens para delinquentes" e que Fachin e Janot atropelaram o processo penal. O advogado também criticou a divulgação de conversas privadas entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves: "É um abuso material e moral"

Criminalista que assinou pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, René Ariel Dotti critica "juízes midiáticos" e diz que descrença na política pode levar à ascensão de radicais como Jair Bolsonaro; segundo Dotti, as delações constituem "vantagens para delinquentes" e que Fachin e Janot atropelaram o processo penal. O advogado também criticou a divulgação de conversas privadas entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves: "É um abuso material e moral"
Criminalista que assinou pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, René Ariel Dotti critica "juízes midiáticos" e diz que descrença na política pode levar à ascensão de radicais como Jair Bolsonaro; segundo Dotti, as delações constituem "vantagens para delinquentes" e que Fachin e Janot atropelaram o processo penal. O advogado também criticou a divulgação de conversas privadas entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves: "É um abuso material e moral" (Foto: Charles Nisz)

247 - A abertura de inquérito sobre Michel Temer foi açodamento por parte do procurador-geral da República e do Supremo Tribunal Federal, diz o advogado René Ariel Dotti,  Para o criminalista, em entrevista à Folha de S. Paulo, "falar em eleições diretas agora é absolutamente anárquico, um surrealismo político".

Conhecido pela defesa do Partido Comunista e de jornalistas durante a ditadura, Dotti ajudou a formular as leis de imprensa e eleitoral e o pedido de impeachment de Fernando Collor. Hoje, é advogado da Petrobras nos processos da Operação Lava Jato em que a empresa é assistente de acusação.

Segundo Dotti, as delações constituem "vantagens para delinquentes" e que o ministro Edson Fachin e o procurador-geral Rodrigo Janot atropelaram o processo penal. O advogado também criticou a divulgação de conversas privadas entre o jornalista Reinaldo Azevedo e Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves: "É um abuso material e moral".

Para o criminalista, juízes, ministros do STF e outros membros do Poder Judiciário deveriam ser "menos ostensivos" em suas aparições na mídia e nas redes sociais. Ele teme também a descrença dos jovens na politica: "Essa descrença pode causar a ascensão de radicais como Bolsonaro", finalizou Dotti.

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