Para líder tucano, PSDB não deve aceitar cargos

Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que também é membro da direção executiva da legenda, defendeu que nenhum político com mandato aceita cargos em um eventual governo do vice Michel Temer; "Eu particularmente acho que o PSDB deve ficar muito longe de qualquer marca ou viés fisiológico", disse, seguindo a mesma linha de pensamento dos governadores Pedro Taques (MT), Beto Richa (PR) e Geraldo Alckmin (SP)

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 – O líder do PSDB no Senado e membro da direção executiva da legenda, Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), defendeu nesta sexta-feira 22 que nenhum tucano com mandato aceite cargos em um eventual governo do vice-presidente, Michel Temer.

"Eu particularmente acho que o PSDB deve ficar muito longe de qualquer marca ou viés fisiológico", disse o senador a jornalistas, ao participar do Fórum Empresarial, evento organizado por João Doria que reúne empresários e políticos de oposição em Foz do Iguaçu, no Paraná.

A linha defendida por Cunha Lima segue a dos governadores tucanos Pedro Taques (MT), Beto Richa (PR) e Geraldo Alckmin (SP). Alguns tucanos defendem que quem no partido aceitar um cargo em um possível governo do PMDB se licencie da sigla e se comprometa a não concorrer à Presidência em 2018.

Questionado sobre o caso específico do senador José Serra (PSDB-SP), que pode assumir o ministério da Fazenda, Cunha Lima respondeu: "Se criaria uma nova regra: quem tem mandato não vai para o governo. A partir daí os partidos poderiam sugerir nomes. É o momento de quebrar paradigmas. Não é apenas o PSDB que deveria abdicar de participação no governo. Todos os partidos políticos deveriam fazê-lo. É preciso mudar a lógica da formação de coalizão".

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247