Para PGR, Esteves mentiu em depoimento

Investigadores da Procuradoria-Geral da República afirmam que o banqueiro André Esteves, ex-presidente do BTG Pactual, mentiu no depoimento que prestou após ser preso, na quarta-feira, 25; ele negou que tenha conversado com o senador Delcídio Amaral (PT-MS) sobre a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró; Delcídio, entretanto, confirmou o diálogo; para investigadores, "é no mínimo plausível" que o banqueiro tenha atuado com Fernando Soares, o Fernando Baiano, outro delator do esquema na Petrobras

SÃO PAULO, SP, 20.02.2013: MÔNICA BERGAMO/JANTAR - André Esteves durante jantar para arrecadar dinheiro e lançar o Centro de Sustentabilidade das Américas, no hotel Gand Hyatt. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 20.02.2013: MÔNICA BERGAMO/JANTAR - André Esteves durante jantar para arrecadar dinheiro e lançar o Centro de Sustentabilidade das Américas, no hotel Gand Hyatt. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress) (Foto: Aquiles Lins)

247 - Investigadores da Procuradoria-Geral da República afirmam que o banqueiro André Esteves, ex-presidente do BTG Pactual, mentiu no depoimento que prestou após ser preso, na quarta-feira, 25.

O banqueiro negou que tenha conversado com o senador Delcídio Amaral (PT-MS) sobre a delação do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. Delcídio, entretanto, confirmou o diálogo.

Para investigadores, a constatação de que Esteves "mentiu" permite à Justiça tirar conclusões sobre sua intenção de obstruir as investigações. Essas informações embasaram o pedido da Procuradoria para converter a prisão temporária em preventiva, aceito pelo Supremo Tribunal Federal. Os procuradores dizem que "é no mínimo plausível" que o banqueiro tenha atuado com Fernando Soares, o Fernando Baiano, outro delator do esquema na Petrobras.

Procuradores afirmam ainda que o chefe de gabinete de Delcídio Amaral, Diogo Ferreira, também atuou para dificultar a delação premiada de Cerveró. A prisão de Ferreira também foi convertida em preventiva. No documento encaminhado ao Supremo, a Procuradoria descreve como, supostamente, o chefe de gabinete de Delcídio agiu para tentar impedir que Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, gravasse a conversa com o senador petista.

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