Parlamentares reagem à crise do PSL e criticam Bolsonaro: “oportunista”

A crise interna do PSL e as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro a respeito do partido que o elegeu despertaram os ânimos de representantes da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

247 - A crise interna do PSL e as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro a respeito do partido que o elegeu despertaram os ânimos de representantes da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira.

Depois de parlamentares declararem a saída do bloco, o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) classificou como “oportunista” a postura do mandatário. “Presidente Jair Bolsonaro adota uma postura de oportunismo explícito e cinismo despudorado nesses episódios envolvendo o partido dele, PSL, num vergonhoso e criminoso laranjal. Suspeito agora de ter sido beneficiário de caixa dois operado pelo PSL, ele corre da acusação e aponta a responsabilidade do partido. Malandro...”, declarou.

No meio do escândalo, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) aproveitou para lembrar o pedido do presidente para que brasileiros “esquecessem o partido”.  “Bolsonaro acha que o povo é bobo e aposta em memória curta ao falar ‘esquece o PSL’. Estamos aqui para lembrar do PSL, do laranjal, do Queiroz, da Marielle, da VazaJato, de tudo que o incomoda e ele quer jogar pra debaixo do tapete!”, destacou.

Representante do PSOL, deputada federal Sâmia Bonfim (SP) afirmou que a postura de Bolsonaro apenas atesta as irregularidades cometidas durante as eleições de 2018. “Ao tentar se afastar do PSL, Jair Bolsonaro admite que seu partido não passa de uma legenda de aluguel. O presidente está buscando se isolar na tentativa de não ser confundido com a corrupção de membros de seu governo. Logo ele, que dizia ser diferente”, disse a partir de suas redes sociais. 


Dissidente do bloco, deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) aproveitou para colocar lenha na fogueira. “Hoje estão vendo que o Bivar deveria ter expulsado o Bolsonaro do PSL e não eu. Bolsonaro diz que vai para outro partido e vai levar 25 Deputados. Não vai só vão os Olavetes puxa saquistas . São 12 no máximo”, contabilizou, ironizando o desenrolar da crise. “Vem aí o novo partido de Bolsoringa. O PSL será descartado como se joga um papel no lixo”, declarou.  

À Coluna do jornalista de Guilherme Amado, da Época, Victorio Galli, do Mato Grosso, que afirmou à coluna que irá se filiar ao Patriota até o fim do ano. Galli era do PSC até o ano passado e filiou-se ao PSL após Bolsonaro se aproximar da sigla.

Outro a anunciar a debandada do PSL foi Alê Silva, de Minas Gerais, que declarou ao colunista: "eu também estou dando esse conselho para todos os meus seguidores e eleitores. Eu pretendo em breve também esquecer o PSL. É uma questão de tempo", disse a deputada, responsável pela denúncia à Polícia Federal de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, ameaçou-a de morte.

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