Planalto vê como 'desnecessária' carta de Temer

Uma fonte do Palácio do Planalto disse à Reuters que "pegou mal" a carta do vice-presidente e acrescentou que a maneira como ocorreu nem combina com o estilo discreto de Michel Temer; avaliação é de que o peemedebista poderia ter abordado suas insatisfações de outras maneiras

Brasília - O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participa do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participa do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)
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Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - O Palácio do Planalto avaliou como "desnecessária" a carta do vice-presidente do Michel Temer e acredita que o peemedebista poderia ter abordado suas insatisfações de outras maneiras, disse nesta terça-feira uma fonte do Palácio do Planalto, sob a condição de anonimato.

"Pegou mal", afirmou essa fonte, acrescentando que a maneira como ocorreu nem combina com o estilo discreto do vice-presidente. Segundo essa fonte, no Planalto há a convicção de que foi a própria Vice-Presidência que vazou o documento para a imprensa.

Na carta enviada a Dilma, que vazou na segunda-feira, Temer queixa-se da desconfiança do governo em relação a ele e ao PMDB. O vice destacou na carta à presidente "fatos reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB", segundo a Vice-Presidência da República.

Apesar do tom da carta, a avaliação no Planalto é que não defende o rompimento do PMDB com o governo, segundo a fonte, e que a rotina de diálogo com o maior partido da base governista e com o Temer não mudará.

Uma outra fonte palaciana afirmou que a recomendação da Presidência da República é não polemizar e manter "reserva e silêncio sobre a carta".

A manifestação de Temer, que preside o PMDB, ocorre no momento em que o partido está dividido sobre o processo de impeachment contra Dilma. Um pedido de abertura de processo de impedimento da presidente foi acatado na semana passada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

(Com reportagem adicional de Lisandra Paraguassu)

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