PMDB defende aprovação de PEC pelo fim da reeleição

Possibilidade do vice-presidente Michel Temer propor o fim da reeleição, visando conseguir o apoio do PSDB para compor um eventual governo sob sua tutela, ganhou o aval de parlamentares do PMDB; segundo o senador Valdir Raupp (PMDB-GO), atualmente o Congresso Nacional oferece espaço para votar uma proposta do gênero; "O fim da reeleição passa (pelo Congresso Nacional), mas tem de haver ajustes, como a questão da coincidência entre as eleições nacional e estadual com a municipal", disse; deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), afirma que o fim da reeleição permitiria uma maior liberdade para que sejam feitas reformas estruturais como a trabalhista, a política e da Previdência

PMDB defende aprovação de PEC pelo fim da reeleição
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Felipe Pontes, da Agência Brasil - Em meio à atual crise política, o PMDB quer levar adiante no Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), encabeçada pelo PSDB, que acaba com a reeleição no Brasil, disseram parlamentares do partido ao chegarem para uma reunião com o vice-presidente Michel Temer, no gabinete dele, que fica em um dos anexos do Palácio do Planalto.

Para o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), há clima para a votação da medida em breve. "Acho que passa sim", afirmou. Ele defendeu que a PEC proponha a realização de eleições gerais, de todos os cargos municipais, estaduais e federais ao mesmo tempo.

Segundo o deputado Sergio Souza (PMDB-PR), o fim da reeleição, caso Michel Temer ocupe a Presidência em decorrência do afastamento definitivo de Dilma Rousseff, permitiria ao Congresso ter melhores condições de votar as reformas tributárias e política.

"Não havendo reeleição, ele [Temer] terá uma liberdade ainda maior para promover essas reformas, porque aquele que está comprometido com uma eleição futura tem dificuldades nos bastidores", disse Souza, ao chegar para a reunião com Temer.

Agenda cheia

Temer tem uma agenda cheia de reuniões nesta quinta-feira. Além de Raupp e Souza, encontram-se na vice-presidência os peemedebistas Geddel Vieira Lima e Moreira Franco, ambos cotados para assumir ministérios caso o vice assuma a presidência.

Pela manhã, Temer recebeu empresários do setor de siderurgia, entre eles Jorge Gerdau, que já foi assessor de Dilma na área econômica. "Estamos passando a maior crise dos últimos 40, 50 anos. Várias das nossas plantas estão paradas", disse Benjamin Baptista, presidente do Conselho-Diretor da Associação Aço Brasil, ao sair da reunião.

"Viemos dar uma atualização ao presidente Temer de como é que está a situação do nosso setor e fazer uma série de propostas para que a gente possa recuperar a produção de aço brasileira", acrescentou Baptista. Entre as propostas apresentadas pelo setor está a de uma maior desoneração fiscal.

À tarde, o vice-presidente tem reuniões marcadas com os senadores Magno Malta (PR-ES), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Roberto Freire (PPS-SP).

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