PMDB entregará ministérios e 600 cargos

Saída do PMDB da base governista, que deve ser oficializada na convenção nacional da legenda na tarde desta terça-feira (29), deverá resultar na entrega de sete ministérios e mais de 600 cargos ocupados pelo partido na administração federal; três ministros, no entanto, estão relutantes em deixar seus cargos; debandada tem como objetivo fortalecer o vice-presidente da República e presidente nacional do partido, Michel Temer

Brasília - O vice-presidente, Michel Temer, fala à imprensa ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O vice-presidente, Michel Temer, fala à imprensa ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - A saída do PMDB da base governista, que deve ser oficializada na tarde desta terça-feira (29), deverá resultar na entrega de sete ministérios e mais de 600 caros ocupados pela legenda na administração federal. A debandada tem como objetivo fortalecer o vice-presidente da República e presidente nacional do partido, Michel Temer.

Ao longo da semana, o PT tentou sem sucesso dissuadir o PMDB a abandonar a base governista. Em um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Temer teria deixado claro que o PMDB iria sair do governo e que trabalharia pelo afastamento da presidente. Dos sete ministros do PMDB, Henrique Eduardo Alves (Turismo), que é bastante próximo a Temer, se adiantou à convenção do partido que acontece nesta terça-feira (29) e pediu demissão ainda nesta segunda-feira (28).

Os outros seis ministros do partido terão até o dia 12 de abril para deixar os postos. São eles: Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Eduardo Braga (Minas e Energia), Mauro Lopes (Secretaria de Aviação Civil), Kátia Abreu (Agricultura) e Helder Barbalho (Secretaria de Portos).

Apesar disso, a saída ainda não é unanimidade entre os ministros peemedebistas, uma vez que Castro e Braga relutam em entregar os cargos que ocupam. Já a ministra Kátia Abreu, que possui uma relação bastante próxima com a presidente Dilma, avalia até mesmo deixar a legenda para se manter no governo (leia mais).

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