PMDB quer ser limpinho e agora pede a saída de Jucá

Em carta, deputados pedem a saída do senador Romero Jucá (PMDB-RR), delatado na Lava Jato, da presidência do PMDB; os parlamentares defendem ainda uma nova direção "isenta" na legenda, com a saída de todos os suspeitos de corrupção, e defende que já se inicie uma discussão para a escolha de um candidato do PMDB à Presidência da República em 2018

Brasília - Em reunião na Câmara dos Deputados, o Diretório Nacional do PMDB decidiu hoje (29) deixar a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Em reunião na Câmara dos Deputados, o Diretório Nacional do PMDB decidiu hoje (29) deixar a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

247 - O PMDB de Michel Temer, que deflagrou um golpe parlamentar para tirar Dilma Rousseff do poder e assumir a presidência da República, quer agora passar a imagem de limpinho e pede a saída do senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos políticos que mais receberam propina da Odebrecht, da presidência do partido.

Os deputados pedem ainda uma nova direção "isenta" na legenda, com a saída de todos os suspeitos de corrupção, e defende que já se inicie uma discussão para a escolha de um candidato do PMDB à Presidência da República em 2018. Além de Jucá, outros dirigentes do PMDB citados na Lava Jato são Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, e o ministro Moreira Franco.

"Deveriam se afastar do comando nacional do partido e de seus órgãos nacionais auxiliares todos aqueles sobre quem pesam acusações/factíveis no âmbito da operação Lava Jato, até para que os mesmos possam se dedicar a suas defesas", diz trecho do texto divulgado pelo UOL.

O documento foi elaborado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS) e assinado, por enquanto, pelos deputados Hildo Rocha (PMDB-MA), João Arruda (PMDB-PR) e Lúcio Mosquini (PMDB-RO).

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