Prato principal de jantar entre Alckmin e Maia foi a derrubada de Temer

O encontro do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é simbólico não pela confirmação de uma aliança PSDB-DEM, mas pela demonstração de que os dois partidos já articulam o pós-Temer, que começa imediatamente, independentemente de o peemedebista permanecer ou não no posto; DEM e PSDB já falam em uma aliança para 2018; "Nós temos uma parceria que não é de hoje, uma parceria antiga entre PSDB e o Democratas", disse Alckmin ao ser questionado sobre a reunião de ontem e a possibilidade de aliança entre as duas legendas na corrida presidencial

São Paulo- SP- Brasil- 21/09/2016- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participa de encontro com líderes empresariais. Aos participantes, o governador defendeu a necessidade do ajuste fiscal na economia. Foto: Gilberto Marques/ A2img
São Paulo- SP- Brasil- 21/09/2016- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participa de encontro com líderes empresariais. Aos participantes, o governador defendeu a necessidade do ajuste fiscal na economia. Foto: Gilberto Marques/ A2img (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O jantar que reuniu o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é simbólico não pela confirmação de uma aliança PSDB-DEM, mas pela demonstração de que os dois partidos já articulam o pós-Temer, que começa imediatamente, independentemente de Temer permanecer ou não no posto.

"Como disse no domingo, o peemedebista consegue, dia a dia, se tornar invisível", escreve a jornalista Vera Magalhães, no Estado de S.Paulo.

"Maia e Alckmin discutiram, sem ninguém do governo, a necessidade de avançar com uma reforma da Previdência possível, e que tucanos e democratas empunhem esta bandeira. Para isso, dizem aliados de ambos, pouco importa se o presidente ficará no cargo. A negociação se dará sobretudo com Henrique Meirelles (Fazenda) como interlocutor.

Na impossibilidade de o PSDB tomar uma posição definitiva sobre seu dilema pueril de ficar com o governo ou romper, Alckmin vai se afastar dessa discussão.

Maia, por sua vez, empenhado em dissipar a imagem de conspirador, quer ser reconhecido pelo mercado como avalista de que a pauta econômica não ficará refém da política. Avalia, segundo seus aliados, que isso lhe dará legitimidade para assumir caso Temer não aguente o tranco de delações como a de Eduardo Cunha ou de Lúcio Funaro e caia mais adiante", escreve a colunista.

Conforme relata reportagem no Valor, encontro já gerou declarações sobre as eleições de 2018.

"Um dia após receber a cúpula do DEM para um jantar no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador Geraldo Alckmin sinalizou que o partido aliado deve se unir ao PSDB na eleição presidencial de 2018.

'Nós temos uma parceria que não é de hoje, uma parceria antiga entre PSDB e o Democratas", disse Alckmin ao ser questionado sobre a reunião de ontem e a possibilidade de aliança entre as duas legendas na corrida presidencial do ano que vem.

"No tempo de Fernando Henrique [Cardoso] tivemos sempre um trabalho conjunto. Depois mantivemos a coerência e exercemos um papel importante de oposição [ao PT]. Nos pós-impeachment os dois partidos procuram ajudar o Brasil nessa crise que estamos passando", acrescentou o governador ao lembrar a histórica aliança entre tucanos e o DEM, antigo PFL."

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