Prefeito de Palmas (TO) oferece quebra de sigilos à CPI

Raul Filho (PT) depõe sem blindagem de seu partido e corre o risco de ser expulso da sigla; prefeito foi flagrado em um vídeo, divulgado pelo Fantástico, em que faz negociações com Cachoeira

Prefeito de Palmas (TO) oferece quebra de sigilos à CPI
Prefeito de Palmas (TO) oferece quebra de sigilos à CPI (Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)
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247 - O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), ofereceu a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico durante seu depoimento à CPMI do Cachoeira, na manhã desta terça-feira 10. Ele foi convocado após a divulgação de um vídeo no qual ele oferece possibilidades de ganhos em prestação de serviços ao contraventor Carlos Cachoeira, em troca de apoio para a campanha municipal de 2004. Filho apresentou sua defesa no início da sessão e agora responde a perguntas de parlamentares.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, o prefeito presta depoimento sem blindagem de seu partido. Raul Filho corre o risco de ser expulso do PT após a sessão da CPMI. A estratégia petista é tentar isolá-lo, insistindo no fato de que ele nunca foi um quadro histórico do partido. Seu envolvimento com Cachoeira, portanto, não sangraria a sigla, na visão dos petistas. Em sua defesa na CPMI, Raul Filho negou que tenha beneficiado o bicheiro durante sua administração e negou ter recebido recursos de Cachoeira para sua campanha.

No vídeo exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo - encontrado pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo -, Raul Filho aparece com uma terceira pessoa, além de Cachoeira. Questionado pelo relator da comissão, o deputado Odair Cunha (PT), sobre quem seria, o depoente disse não saber. Ele afirmou também que não sabia que a conversa estava sendo gravada pelo contraventor. A conversa aconteceu na casa do ex-cunhado de Cachoeira, Adriano Aprígio de Souza, preso pela PF na semana passada acusado de ameaçar uma procuradora do caso.

O prefeito argumentou que o vídeo se refere a uma época em que ele ainda não era prefeito, era candidato. "São passados oito anos. Ele não fez doação para minha campanha em que pese a expectativa criada no vídeo", defendeu-se. Raul Filho disse ainda que a empresa Delta Construções, suspeita de fazer parte do esquema criminoso atribuído pela Polícia Federal a Cachoeira, não prestou serviço emergencial para a prefeitura e que o contrato de coleta de lixo teve início um ano e dois meses após sua posse.

Assista à sessão ao vivo pela TV Senado: http://www.senado.gov.br/noticias/tv/

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