Presidência "subversiva" de Bolsonaro é pedagogia do inferno, afirma Romano

Professor de ética e política da Unicamp, Roberto Romano avalia que Jair Bolsonaro tenta subverter "o aparato constitucional e legal do país". "É a Presidência subversiva. Não vejo outro nome"

(Foto: Reprodução (RedeTV))
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Crítico de Jair Bolsonaro (sem partido), o professor de ética e política da Unicamp Roberto Romano avalia que o primeiro ano do governo "foi uma espécie de pedagogia do inferno". De acordo com o estudioso, Bolsonaro tenta subverter "o aparato constitucional e legal do país". 

"É a Presidência subversiva. Não vejo outro nome. A direita sempre foi da lei e da ordem. No entanto, você tem essa coisa inédita: uma Presidência que procura subverter todo o aparato constitucional e legal do país", diz ele em entrevista ao site Uol.

Segundo o professor, "em termos éticos, [foi] um retrocesso muito grave em relação à situação da vida social brasileira e política, incentivado pelo exemplo do próprio presidente e de alguns ministros como o da Educação". "Expectativa de comportamento se traduz nos bons modos, se traduz no respeito à pluralidade dos valores, no respeito à variedade de opções ideológicas e religiosas", complementa.

"Por outro lado, o ministro da Justiça [Sergio Moro], que prega o combate à corrupção, assume uma atitude do ponto de vista dos instrumentos de norma de controle social que é absolutamente contrária a qualquer perspectiva do Estado Democrático de Direito. Esse excludente de ilicitude [proposto no pacote anticrime, mas derrubado pelo Congresso] é algo que brada aos céus do ponto de vista ético".

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247