Propina foi combinada com Temer, diz delator

O delator Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS, afirmou em suas considerações finais do terceiro depoimento da sua delação, que o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) agiu como um portador de valores ao receber uma mala com R$ 500 mil; "O Rodrigo Rocha Loures, ele, na verdade, é o mensageiro desse dinheiro. Este dinheiro foi combinado entre nós com o Michel Temer", disse

(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer, à imprensa. Foto: Beto Barata/PR
(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer, à imprensa. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS, afirmou em sua delação premiada que o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) agiu como um portador de valores ao receber uma mala com R$ 500 mil; "O Rodrigo Rocha Loures, ele, na verdade, é o mensageiro desse dinheiro. Este dinheiro foi combinado entre nós com o Michel Temer", disse.

As informações são de reportagem do Valor.

"No relato à Procuradoria Geral da República, gravado em vídeo, ele detalhou aos investigadores da Operação Patmos reuniões para acerto de propina semanal que seria paga ao deputado, descrito como intermediário de subornos que teriam Temer como destinatário, de acordo com o delator.

'Eu tenho a certeza, assim, absoluta, que ele [Loures] nem sabia que esse dinheiro ia existir e tampouco que o dinheiro era pra ele. Hora nenhuma ele tratou desse assunto. Ele era o intermediário', afirma Saud, no vídeo.

Na gravação, o delator narra detalhes da entrega de R$ 500 mil reais em dinheiro a Loures, em uma mala de viagem, realizada em uma pizzaria de São Paulo no dia 28 de abril. O pagamento foi monitorado e documentado em vídeo pela Polícia Federal (PF), em ação controlada autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Loures foi afastado do mandato por decisão judicial e teve pedido de prisão preventiva requerido pela PGR.

O delator disse ter falado a Loures que a propina paga pela JBS no interesse de contrato de 30 anos para a termelétrica Cuiabá-Bolívia seria "uma aposentadoria para o Michel [Temer]. Uma aposentadoria para você e para ele, vocês não vão mais ter dificuldade". Em seguida, um dos procuradores pergunta a Saud se o deputado se expressou nesses termos. O delator responde que sim.

"Ele [Loures] ficou tão louco com o tamanho do dinheiro, que ele falou "vou hoje mesmo pra Brasília pra conversar com o chefe". Chefe seria referência a Temer nas conversas, segundo Saud."

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