Provas contra Temer devem ser mantidas, dizem juristas

A prisão de Joesley Batista não anula as provas contra Michel Temer, avaliam juristas; “Só se pode anular as provas, se houver uma ilegalidade na produção delas. Nesse caso, se ficar comprovado que Joesley se encontrou ou combinou alguma coisa com(o ex-procurador Marcello) Miller”, diz o professor de Processo Penal da Escola Paulista de Direito, Fernando Hideo Lacerda; “Acho que podem até anular uma ou outra prova, mas precisarão de indícios muito consistentes para anular as principais gravações", diz a criminalista Vera Chemin

Presidente Michel Temer durante evento em Brasília 22/08/2017 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer durante evento em Brasília 22/08/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Leonardo Attuch)

247 – A prisão de Joesley Batista não anula as provas contra Michel Temer, avaliam juristas ouvidos pela colunista Adriana Moreira, do jornal Estado de S. Paulo.

"Só se pode anular as provas, se houver uma ilegalidade na produção delas. Nesse caso, se ficar comprovado que Joesley se encontrou ou combinou alguma coisa com(o ex-procurador Marcello) Miller”, diz o professor de Processo Penal da Escola Paulista de Direito, Fernando Hideo Lacerda.

Para a criminalista Vera Chemin, “as provas têm vida própria”. “Acho que podem até anular uma ou outra prova, mas precisarão de indícios muito consistentes para anular as principais gravações. Isso daria imunidade a todos os implicados na investigação, de todos os partidos. Tudo voltaria à estaca zero e acho que o STF não vai permitir isso”, afirmou.

“Não acho que Janot deixaria de apresentar uma denúncia só pela possibilidade de, futuramente, descobrir-se que Miller atuou com Joesley”, disse o professor de Direito Processual da PUC Rafael Mafei.

 

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