Próximo da eleição, Renan é pressionado para sair

Candidato favorito à presidência do Senado recebe crítica de presidenciáveis, que questionam a hegemonia do PMDB na chapa do governo federal; tucano Aécio Neves sugeriu que Renan Calheiros desista da candidatura, enquanto o socialista Eduardo Campos critica futura força dos peemedebistas no Congresso; isso sem contar denúncias recentes contra Renan e protesto marcado pela população, que pretende lavar a rampa do Congresso

Próximo da eleição, Renan é pressionado para sair
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247 – Muito próximo da data de se definir quem será o sucessor de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, possíveis candidatos ao Planalto em 2014 resolveram questionar a hegemonia do PMDB na chapa do governo federal e, com isso, a candidatura de Renan Calheiros (AL) pelo partido. Apesar de ter dois adversários na disputa de 1º de fevereiro – Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) –, o peemedebista é o favorito para o cargo.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que já teve sua candidatura praticamente lançada pelos caciques tucanos, chegou a pedir que Renan desista da candidatura. "Cabe ao PMDB criar facilidades para que possamos ter um nome que agregue todas as forças políticas do Congresso, para que o Senado inicie uma nova fase", disse Aécio nesta segunda-feira. Apesar da crítica, o PSDB ainda não oficializou quem irá apoiar na eleição. O mais provável é que seja Taques, como já enfatizou o senador Alvaro Dias (PR).

Além de Aécio, outro possível nome no páreo de 2014 é o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, que também criticou, nesta segunda-feira, o iminente poder dos peemedebistas caso presidam as duas casas do Congresso. Ao jornal sergipano Cinform, Campos também fez uma crítica aberta à manutenção da chapa presidencial PT-PMDB. "Há um grande risco para quem monta coalização para governar quando a aliança política não corresponde à aliança social feita para ganhar a eleição", disse.

Como se não bastassem as críticas dos presidenciáveis, outros fatores pressionam Renan Calheiros. Um movimento iniciado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) critica a gestão no Senado e à volta de Renan ao comando da Casa – depois de ter saído em 2007 sob escândalos. O senador chegou a distribuir um documento aos colegas atacando a "falta de transparência", os "desvios éticos", a "submissão" ao Executivo e a "inoperância" da Casa nos últimos anos.

Por parte da população, foi feito um abaixo assinado virtual contra o novo mandato do peemedebista, que já conta com mais de 16 mil assinaturas, e está marcado para esta quarta-feira 30 às 15h um protesto em frente ao Congresso. Os manifestantes pretendem lavar a rampa "com bastante sabão" e vassouras verdes e amarelas, a fim de fazer uma faxina no parlamento do governo brasileiro. O ato é organizado por movimentos anticorrupção de vários Estados.

Novas e velhas denúncias também estão colocando Renan Calheiros contra a parede. No final da semana passada, o site Congresso em Foco noticiou que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou uma denúncia de 2007 contra Renan - de que o então presidente do Senado tinha despesas pessoais pagas pelo lobista de uma empreiteira - ao Supremo Tribunal Federal, depois de dois anos que recebeu o processo. Apesar disso, o senador confirmou sua candidatura à presidência do Senado e afirmou que a denúncia da PGR é suspeita e política.

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