PSDB decide se manter ao lado de governo rejeitado por 95% dos brasileiros

Dirigentes tucanos decidiram manter o apoio do partido a Michel Temer, rejeitado por 95% dos brasileiros e gravado por Joesley Batista avalizando a prática de corrupção, até o desfecho de seu julgamento no TSE, marcado para começar em junho; caciques do PSDB decidiram esperar até lá para decidir se apoiam a saída do peemedebista

Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Depois de uma reunião de quase três horas na residência do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, na capital paulista, da qual participaram o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), vinculou a decisão do partido sobre a permanência no governo Michel Temer (PMDB) ao julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para 6 de junho.

"Nós estamos dando como uma data importante o julgamento do TSE dia 6, até o dia 6 e ver o que acontece no dia 6", disse.

As informações são de reportagem de Daniel Weterman e Pedro Venceslau no Estado de S.Paulo.

"O novo dirigente tucano disse ainda que qualquer movimentação política vai passar pelo presidente Michel Temer. "Qualquer movimentação (em caso de eleição indireta) seria em conjunto com  Temer, qualquer coisa tem que passar pelo presidente e a avaliação dele", declarou.

Jereissati contou que estava viajando para Fortaleza, de onde vai conversar com outros governadores e prefeitos tucanos. Na semana que vem, ele se reunirá com as bancadas do PSDB na Câmara e no Senado para apresentar o resultado das consultas. Além disso, vai conversar com dirigentes de outros partidos aliados, especialmente o DEM. A ideia é desembarcar do governo Temer quando for construída uma candidatura de consenso para disputar os votos do colégio eleitoral em uma eventual eleição indireta.

Comentando a reunião com os tucanos paulistas, o presidente interino reconheceu que existem pontos divergentes entre FHC, Alckmin e Doria, mas não especificou quais. 'A unanimidade é: nada se pode fazer se afastando sequer um milímetro da Constituição', afirmou. Ele reforçou que todos acham que é preciso 'tranquilidade e cautela' antes de uma decisão. O senador disse que, com uma aliança com Temer e outros partidos, é possível trazer 'paz ao País'."

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