PSDB prepara desembarque da reforma da Previdência

Principal partido da base aliada e um dos maiores articuladores do golpe que derrubou Dilma Rousseff, o PSDB vai tentar se distanciar da reforma da Previdência; na bancada de deputados do PSDB —a terceira maior da Casa, com 47 cadeiras—, a tendência é que sejam defendidas mudanças em pelo menos quatro dos principais pontos da reforma; gesto dos tucanos pode incentivar "rebelião" de outros partidos da base de Temer

Ricardo Tripoli
Ricardo Tripoli (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Com o controle de quatro ministérios, incluindo a Secretaria de Governo, pasta de articulação política com o Congresso, o PSDB é o principal partido da base aliada de Michel Temer, mas vai tentar se distanciar da reforma da Previdência. Apesar de a equipe econômica defender a aprovação integral da reforma, o partido prepara um conjunto de propostas de alterações ao texto enviado pelo Executivo ao Congresso. O gesto do PSDB de enviar suas sugestões nas próximas semanas deve engrossar o movimento dentro da base do governo para flexibilizar alguns pontos da proposta enviada pelo Planalto.

As informações são de reportagem na Folha de S.Paulo

"O governo Temer espera aprovar a reforma ainda neste semestre e classifica a medida como essencial para o controle das contas públicas e a recuperação da economia.

A Folha apurou que entre a bancada de deputados do PSDB —a terceira maior da Casa, com 47 cadeiras— a tendência é que sejam defendidas mudanças em pelo menos quatro dos principais pontos da reforma.

Eles coincidem com os que o relator da proposta, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), aponta como "alvos de debate".

O primeiro é a regra de transição para o novo sistema. O texto do governo prevê que as regras novas valham integralmente para mulheres com menos de 45 anos e homens com menos de 50 anos. A ideia é propor uma transição mais escalonada.

O PSDB também quer alterar o trecho que endurece as regras do BPC, benefício assistencial pago a idosos e pessoas com deficiência que têm renda familiar per capita de até 25% do salário mínimo.

Os tucanos também consideram necessário diferenciar as regras da aposentadoria rural —que seriam as mesmas dos trabalhadores urbanos, de acordo com a proposta do governo.

Querem alterar ainda a regra de cálculo do benefício. Pelo texto do governo, o benefício integral para quem ganha acima de um mínimo só é conquistado com 49 anos de contribuição."

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