PT condena busca em sede e vê “tentativa renovada de criminalizar” o partido

Em nota, o Partido dos Trabalhadores chamou de "desnecessária" e "midiática" a ação da Polícia Federal que resultou em buscas de quase sete horas na sede do partido em São Paulo, no âmbito da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato; o advogado da legenda Luis Bueno deverá avaliar a possibilidade de que tenha havido infrações administrativas por parte dos investigadores; o presidente do PT, Rui Falcão, teria dito a pessoas próximas que não vê justificativa para a busca, uma vez que não há relação direta entre a direção do partido e o esquema investigado; "Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT", diz o texto

Em nota, o Partido dos Trabalhadores chamou de "desnecessária" e "midiática" a ação da Polícia Federal que resultou em buscas de quase sete horas na sede do partido em São Paulo, no âmbito da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato; o advogado da legenda Luis Bueno deverá avaliar a possibilidade de que tenha havido infrações administrativas por parte dos investigadores; o presidente do PT, Rui Falcão, teria dito a pessoas próximas que não vê justificativa para a busca, uma vez que não há relação direta entre a direção do partido e o esquema investigado; "Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT", diz o texto
Em nota, o Partido dos Trabalhadores chamou de "desnecessária" e "midiática" a ação da Polícia Federal que resultou em buscas de quase sete horas na sede do partido em São Paulo, no âmbito da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato; o advogado da legenda Luis Bueno deverá avaliar a possibilidade de que tenha havido infrações administrativas por parte dos investigadores; o presidente do PT, Rui Falcão, teria dito a pessoas próximas que não vê justificativa para a busca, uma vez que não há relação direta entre a direção do partido e o esquema investigado; "Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT", diz o texto (Foto: Aline Lima)

247 - O PT condenou, em nota divulgada na tarde desta quinta-feira 23, a ação da Polícia Federal que resultou em quase sete horas de buscas na sede do partido, no centro de São Paulo. No texto, a sigla chama a Operação Custo Brasil na sede de "desnecessária", "midiática" e ainda uma "tentativa renovada de criminalizar o PT". 

O advogado da legenda Luis Bueno deverá avaliar a possibilidade de terem sido cometidas infrações administrativas por parte dos procuradores responsáveis pela operação. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, teria dito a pessoas próximas que não consegue ver relação entre a direção da legenda e o esquema de corrupção investigado, o que não justificaria as buscas.

Em coletiva de imprensa nesta manhã, os investigadores informaram que um esquema iniciado entre o final de 2009 e início de 2010 consistia no desvio de verba no gerenciamento de empréstimos consignados de servidores federais, serviço que era feito pela empresa Consist Software. O ex-ministro Paulo Bernardo, preso nesta quinta, tinha "participação ativa" no esquema e pode ter recebido R$ 7 milhões.

Leia a integra da nota emitida pelo PT:

"Nota Oficial do PT

O Partido dos Trabalhadores condena a desnecessária, midiática, busca e apreensão realizada na sede nacional de São Paulo.

Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT.

A respeito das acusações assacadas contra filiados do partido, é preciso que lhes sejam assegurados o amplo direito de defesa e o princípio da presunção de inocência.

O PT, que nada tem a esconder, sempre esteve e está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

São Paulo, 23 de junho de 2016.

Comissão Executiva Nacional do PT"

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