PT: 'panelaço foi orquestração golpista'

"Foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, avalia José Américo (dir.), secretário de Comunicação do PT; “Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, disse Alberto Cantalice (esq.), vice-presidente do partido; protesto ocorreu em bairros nobres, durante pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em que ela defendeu o ajuste fiscal

"Foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, avalia José Américo (dir.), secretário de Comunicação do PT; “Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, disse Alberto Cantalice (esq.), vice-presidente do partido; protesto ocorreu em bairros nobres, durante pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em que ela defendeu o ajuste fiscal
"Foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, avalia José Américo (dir.), secretário de Comunicação do PT; “Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, disse Alberto Cantalice (esq.), vice-presidente do partido; protesto ocorreu em bairros nobres, durante pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em que ela defendeu o ajuste fiscal (Foto: Leonardo Attuch)

247 - O Partido dos Trabalhadores avalia o panelaço ocorrido durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em que ela defendeu o ajuste fiscal, na noite de ontem (leia mais aqui), como uma "orquestração golpista". É essa a análise que fazem o secretário de Comunicação José Américo e o vice-presidente Alberto Cantalice, em texto distribuído pelo partido. Confira abaixo:

As manifestações que aconteceram em algumas cidades brasileiras durante pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff foram orquestradas para impedir o alcance da mensagem, mas fracassaram em seus objetivos.  A avaliação é do secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias, e do vice-presidente  e coordenador das redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

A comprovação do curto alcance do protesto veio pelas próprias redes. A hashtag#DilmadaMulher, em apoio à presidenta, tornou-se uma das mais usadas pelos internautas e entrou  para o trending topics do Twitter, durante a fala da presidenta em cadeia nacional de rádio e tevê.

O chamado “panelaço”, realizado por moradores de bairros de classe média , como  Águas Claras (DF),  Morumbi e Vila Mariana, em São Paulo, e Ipanema, no Rio, foram mobilizados durante o final de semana por meio das redes sociais, conforme monitoramentos do PT.

“Tem circulado clipes eletrônicos sofisticados nas redes, o que indica a presença e o financiamento de partidos de oposição a essa mobilização”, afirma José Américo.

“Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, completa.

O secretário avalia que apesar da intensa convocação e dos investimentos na divulgação do protesto, a mobilização não repercutiu nas áreas populares e perdeu o alcance.

Para Cantalice, a movimentação via internet tem ligações com outras reações ao governo, oriundas de setores que pretendem um golpe contra a atual gestão.

“Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, define o vice-presidente.

Ele avalia que essas reações  são semelhantes às que estimularam as chamada  “Marchas da Família”, com o apoio da grande mídia, e se tornaram os baluartes do golpe que derrubou o presidente João Goulart.

“Hoje, reciclados, investem em novas formas de atuação buscando galvanizar os setores populares”.

O protesto dos moradores de áreas nobres foi ironizado na internet. O perfil do Facebook “Sem Panelaço” publicou levantamento no qual mostra que a manifestação se restringiu a poucos bairros de regiões ricas da capital paulista.

No Twitter, o panelaço virou piada. “Minha amiga agora: Aqui no Nordeste, nenhum panelaço. Acho que é porque não tem mais panela vazia por aqui”, postou Camila Moreno em seu microblog.

Ajustes - Durante pronunciamento em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, a presidenta Dilma defendeu o  ajuste fiscal, que vem sendo implementado pelo ministro da Fazenda,  Joaquim Levy.

Ela atribuiu a necessidade de ajustes à persistência da crise internacional e aos efeitos da seca que afeta as regiões Nordeste e Sudeste, tranquilizou a população e negou que o País viva um crise nas “dimensões que dizem alguns”.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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