PT vai ao TCU contra pagamento de R$ 10 bi da Petrobras nos EUA

Presidente da estatal, Pedro Parente, prometeu pagar R$ 9,6 bilhões para encerrar ações judiciais em curso nos EUA, mas não informou quais os valores cobrados nessas ações ou as perspectivas de insucesso no tribunal, cobra o partido, que pedirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão do pagamento

Presidente da estatal, Pedro Parente, prometeu pagar R$ 9,6 bilhões para encerrar ações judiciais em curso nos EUA, mas não informou quais os valores cobrados nessas ações ou as perspectivas de insucesso no tribunal, cobra o partido, que pedirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão do pagamento
Presidente da estatal, Pedro Parente, prometeu pagar R$ 9,6 bilhões para encerrar ações judiciais em curso nos EUA, mas não informou quais os valores cobrados nessas ações ou as perspectivas de insucesso no tribunal, cobra o partido, que pedirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) a suspensão do pagamento (Foto: Gisele Federicce)

247 - Os senadores Gleisi Hoffman (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) e os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS) entraram com um pedido para que o Tribunal de Contas da União suspenda o pagamento de R$ 9,6 bilhões prometido pela Petrobras a investidores americanos, para compensar supostos prejuízos sofridos com a compra de ações da estatal brasileira.

Os parlamentares também pedem que o TCU investigue os termos do acordo para averiguar se houve danos aos interesses dos acionistas e da sociedade brasileira como um todo—a principal acionista da empresa.

No acordo firmado entre a Petrobras e o tribunal americano, a empresa brasileira comprometeu-se a pagar US$ 2,95 bilhões (R$ 9,6 bilhões) para encerrar demandas judiciais atualmente em curso, que cobram supostos prejuízos na aquisição de ações da Petrobrás através de títulos emitidos pela Bolsa de Nova York.

Pelos termos do acordo, divulgados no último dia 3 de janeiro, a Petrobras informou que o compromisso não constitui reconhecimento de culpa ou de prática de atos irregulares pela empresa brasileira, mas que o pagamento atenderia melhor "aos interesses da companhia e de seus acionistas, tendo em vista o risco de um julgamento influenciado por um júri popular, bem assim as consequências financeiras que uma condenação nos Estados Unidos poderá acarretar à empresa".

Leia o texto no site do PT no Senado.

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