R$ 52 mi valem mais do que 54 milhões de votos?

É isso o que estará em jogo neste domingo, quando uma Câmara dos Deputados, dominada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), julgará o afastamento da presidente Dilma Rousseff; apenas na mais recente denúncia, Cunha foi acusado de receber R$ 52 milhões em propinas de uma empreiteira – ao que tudo indica, para si e sua bancada; é esse parlamento, liderado por um dos políticos mais corruptos da história do País, que poderá afastar uma presidente honesta, que teve 54 milhões de votos; golpe brasileiro já virou motivo de espanto em publicações internacionais, como New York Times, El País, Independent, Guardian e Washington Post, e também foi condenado pela OEA; se passar, será a vitória do crime

É isso o que estará em jogo neste domingo, quando uma Câmara dos Deputados, dominada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), julgará o afastamento da presidente Dilma Rousseff; apenas na mais recente denúncia, Cunha foi acusado de receber R$ 52 milhões em propinas de uma empreiteira – ao que tudo indica, para si e sua bancada; é esse parlamento, liderado por um dos políticos mais corruptos da história do País, que poderá afastar uma presidente honesta, que teve 54 milhões de votos; golpe brasileiro já virou motivo de espanto em publicações internacionais, como New York Times, El País, Independent, Guardian e Washington Post, e também foi condenado pela OEA; se passar, será a vitória do crime
É isso o que estará em jogo neste domingo, quando uma Câmara dos Deputados, dominada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), julgará o afastamento da presidente Dilma Rousseff; apenas na mais recente denúncia, Cunha foi acusado de receber R$ 52 milhões em propinas de uma empreiteira – ao que tudo indica, para si e sua bancada; é esse parlamento, liderado por um dos políticos mais corruptos da história do País, que poderá afastar uma presidente honesta, que teve 54 milhões de votos; golpe brasileiro já virou motivo de espanto em publicações internacionais, como New York Times, El País, Independent, Guardian e Washington Post, e também foi condenado pela OEA; se passar, será a vitória do crime (Foto: Ana Pupulin)

247 – Há apenas dois dias, o presidente da Câmara foi alvo de mais um denúncia. Em sua delação premiada, o empresário Ricardo Pernambuco, dono da Carioca Engenharia, confessou ter pago a ele uma propina de R$ 52 milhões, em 36 parcelas (leia mais aqui).

Neste domingo, será Cunha, um dos políticos mais corruptos da história do País, o regente de um espetáculo grotesco. Depois de definir as regras a seu bel-prazer, marcando uma votação de impeachment para uma tarde de domingo sem futebol, ele poderá liderar o afastamento da presidente Dilma Rousseff, que teve 54 milhões de votos e é reconhecida como honesta até por seus adversários.

Num mundo normal, Cunha já teria sido afastado por seus pares, na Câmara, ou pelo Supremo Tribunal Federal. Mas, como bem definiu a Organização dos Estados Americanos, tudo está ao contrário no Brasil. São os corruptos que julgam a presidente honesta, tese que foi estampada nos mais respeitados jornais do mundo, como New York Times, El Pais, Guardian, Independent e Washington Post (leia mais aqui sobre a reportagem do NYT).

De onde vem, portanto, a força de Cunha? De um lado, ele se aliou aos derrotados na eleição presidencial de 2014, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que estarão para sempre associados a um movimento golpista liderado por um corrupto. De outro, ao que tudo indica, os esquemas Cunha não arrecadavam recursos apenas para o deputado, mas sim para toda uma bancada mantida por ele.

Ontem, o deputado Silvio Costa tocou na ferida, ao dizer que o parlamento brasileiro tem medo da maior de todas as delações premiadas: a de Eduardo Cunha. É daí que vem a sua força, que pode ser capaz de destruir a democracia brasileira.



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