Raul Filho não convence na CPI e petistas cogitam expulsão

Partido tenta se desvincular de prefeito de Palma, flagrado negociando com Cachoeira em vídeo

Raul Filho não convence na CPI e petistas cogitam expulsão
Raul Filho não convence na CPI e petistas cogitam expulsão (Foto: Alan Marques/Folhapress)
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247 – O depoimento de Raul Filho, prefeito de Palmas, não convenceu o PT na CPI. Ele aparece em vídeo negociando com Carlinhos Cachoeira. Segundo informações divulgadas no blog de Claudio Humberto, na avaliação de petistas, o prefeito se “saiu mal” em declarações, o que torna sua expulsão “inevitável”.

Claudio Humberto relembra em post que, em abril de 2011, a executiva estadual do PT determinou a expulsão do prefeito e de sua mulher, Solange Dauilibe, por infidelidade partidária. "Raul Filho comprou briga com o PT ao apoiar João Ribeiro (PR) ao Senado em 2010, quando o petista Paulo Mourão disputava a vaga. O PT também lembra que Raul Filho não é genuinamente petista. Ele passou por partidos de oposição como PSDB e PPS. Raul Filho e a esposa, Solange Dauilibe, chegaram a negociar com a senadora Kátia Abreu (PSD) filiação no partido de Gilberto Kassab."

O deixou Raul Filho sozinho com a oposição durante boa parte de seu depoimento na CPI do Cachoeira.

Leia mais na matéria da Folha:

Convocado ao Congresso para esclarecer sua relação com o empresário Carlinhos Cachoeira, o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), não conseguiu convencer integrantes do próprio partido. Para evitar desgastes, petistas tentaram desvinculá-lo da sigla.

O principal foco de seu depoimento à CPI do Cachoeira ontem foi um vídeo em que o petista sugere trocar um contrato de coleta de lixo para a empreiteira Delta por apoio de Cachoeira na disputa eleitoral de 2004.

O empresário é considerado pela Polícia Federal sócio oculto da empreiteira, que acabou sendo contratada pela Prefeitura de Palmas.

Raul Filho negou ter recebido dinheiro e favorecido empresas ligadas a Cachoeira e ofereceu seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à CPI.

Mas, confrontado pela comissão, Raul Filho admitiu que uma assessora parlamentar da primeira-dama de Palmas, a deputada estadual

Solange Duailibe (PT), recebeu um depósito de R$ 120 mil da Delta, como a Folha revelou. Ele não soube explicar o motivo do depósito nem para que o dinheiro serviu.

"O depoimento não convence e impõe que a investigação continue sendo feita na medida em que os elementos e os indícios são muito contundentes", afirmou o deputado Odair Cunha (MG), relator da comissão.

"O que é mais revelador é o modo de operação da organização criminosa, que tem um padrão de comportamento, que financia campanhas eleitorais em troca de benefícios contratuais", completou.

Evidência do plano petista de isolar o prefeito, a primeira pergunta foi uma deixa para que Raul Filho falasse sobre sua trajetória política. Ele respondeu que já foi filiado ao extinto PDS, ao PFL (atual DEM), ao PSDB, ao PPS e ao PT.

Petistas cogitam expulsá-lo do partido. 

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