‘Relação com empresários foi dentro da legalidade’

"É impossível alguém que ocupe cargo público deixe de dialogar com representantes da sociedade civil, inclusive empresários", disse o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, em nota oficial divulgada nesta quinta-feira; denúncia divulgada na imprensa aponta que a PF identificou mensagens trocadas entre Edinho e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso por envolvimento no esquema de corrupção investigado na Lava Jato

"É impossível alguém que ocupe cargo público deixe de dialogar com representantes da sociedade civil, inclusive empresários", disse o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, em nota oficial divulgada nesta quinta-feira; denúncia divulgada na imprensa aponta que a PF identificou mensagens trocadas entre Edinho e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso por envolvimento no esquema de corrupção investigado na Lava Jato
"É impossível alguém que ocupe cargo público deixe de dialogar com representantes da sociedade civil, inclusive empresários", disse o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, em nota oficial divulgada nesta quinta-feira; denúncia divulgada na imprensa aponta que a PF identificou mensagens trocadas entre Edinho e o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso por envolvimento no esquema de corrupção investigado na Lava Jato (Foto: Gisele Federicce)
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247 – O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, divulgou uma nota nesta quinta-feira 7 se defendendo da denúncia de que a Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre ele e o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, preso por envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

"É impossível alguém que ocupe cargo público deixe de dialogar com representantes da sociedade civil, inclusive empresários", diz ele no comunicado. "As contas de campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral", destacou o ministro. O ministro afirmou que a denúncia envolvendo seu nome faz parte de "vazamentos seletivos".

Leia abaixo a íntegra:

Vazamentos seletivos são utilizados para luta político-partidária

Tenho defendido que investigações sejam conduzidas para que nenhuma dúvida reste sobre nenhuma suspeita. Não posso concordar, no entanto, com o método de vazamentos seletivos e fora de contexto, que alimenta a imprensa com o único objetivo de fomentar a luta política, de cunho partidário.

O vazamento da quebra do sigilo telefônico do executivo Leo Pinheiro é uma clara demonstração do enfraquecimento de um processo que deveria fortalecer as instituições que investigam, apuram denúncias e julgam a materialidade dos fatos.

Os vazamentos que seletivamente chegam à imprensa são referentes apenas às lideranças de um campo político. Apenas expõem diálogos com figuras públicas vinculadas ao governo.

Onde estão os diálogos com as lideranças de outros partidos, de outras forças políticas? Ou alguém acredita que o executivo de uma das maiores empresas do país era seletivo em suas relações, ou nas doações partidárias e eleitorais? Nem o mais ingênuo repórter consideraria essa hipótese.

Abaixo, reproduzo nota sobre os vazamentos seletivos que envolvem meu nome.

O ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, afirma que:

- Como deputado, sempre manteve relações políticas com empresários e que, entre eles, estava o executivo Leo Pinheiro. Todas essas relações se deram de forma transparente e dentro da legalidade. É impossível alguém que ocupe cargo público deixe de dialogar com representantes da sociedade civil, inclusive empresários.

- Por diversas vezes, esteve com Léo Pinheiro, tratando de temas legislativos, relacionados à sua função política, e de temas relacionados a doações legais.

- Admite ter recebido, quando deputado, em ocasiões de aniversários, pequenos presentes de empresários e lideranças da sociedade civil. O fato nunca significou ou implicou qualquer contrapartida que significasse atos ilícitos.

- Afirma que todas as doações para a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014, foram efetuadas dentro da legalidade. As contas de campanha foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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