Renan diz que não vê lobista alvo da Lava Jato há 25 anos

Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, admitiu nesta quinta-feira, 23, que conhece o lobista Jorge Luz, que está com prisão preventiva decretada na nova fase da operação Lava Jato, denominada "Blackout"; Renan disse, entretanto, que não o vê há pelo menos 25 anos; segundo o peemedebista, a chance de se encontrar alguma irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é "igual a zero"; segundo a delação de Nestor Cerveró, Luz deu US$ 6 milhões em propina a Renan em troca de contrato de navio-sonda com a Petrobras

 
Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concede entrevista.
 
  Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concede entrevista.   (Foto: Aquiles Lins)

247 - O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, admitiu nesta quinta-feira, 23, que conhece o lobista Jorge Luz, que está com prisão preventiva decretada na nova fase da operação Lava Jato, denominada "Blackout". 

Renan disse, entretanto, que não o vê há pelo menos 25 anos.  Segundo o peemedebista, a chance de se encontrar alguma irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é "igual a zero".

Um dos delatores da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse ao juiz Sérgio Moro que Luz deu US$ 6 milhões em propina a Renan em troca de contrato de navio-sonda com a Petrobras. O lobista é apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras e na Eletronuclear.

Leia a íntegra da nota de Renan:

"O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) reafirma que a chance de se encontrar qualquer irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é igual a zero. O senador reitera ainda que todas as suas relações com empresas, diretores ou outros investigados não ultrapassaram os limites institucionais. Embora conheça a pessoa mencionada no noticiário, não o vê há 25 anos".

Leia reportagem da Agência Brasil sobre a nova fase da Lava Jato:

A Polícia Federal deflagrou hoje(23) a Operação Blackout - a 38ª fase da Operação Lava Jato. Foram cumpridos, no Rio de Janeiro, 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva por crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros.

Operadores financeiros, identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes de diretorias da Petrobras são o alvo da ação.

O nome da operação - Blackout - é uma referência ao sobrenome de dois dos operadores financeiros do esquema criminoso que envolve a Petrobras. O objetivo é mostrar a interrupção da atuação dos investigados como representantes do esquema.

 

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