Réu no STF, João Paulo critica Lula e afaga Gilmar

Deputado federal do PT, que era presidente da Câmara e tornou-se uma das estrelas do inquérito do Mensalão, diz que Gilmar Mendes é o “mais preparado ministro do Supremo”; segundo ele, se tentou ajudar, Lula pode ter atrapalhado quem, a exemplo dele, responde na Justiça; nada como uma crise depois da outra para se saber quem é quem...

Réu no STF, João Paulo critica Lula e afaga Gilmar
Réu no STF, João Paulo critica Lula e afaga Gilmar (Foto: Edição/247)
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Minas 247 - O deputado federal petista João Paulo Cunha parece estar com receio de amedrontar seus julgadores no Supremo Tribunal Federal (STF). A ponto de, na polêmica Lula/Gilmar, colocar-se contra o primeiro, fundador e líder do seu partido, e a favor do segundo, notório opositor do PT nas causas “supremas”.

“Acho que o Lula não seria inocente de chegar cobrando declaradamente alguma coisa, mas o ministro Gilmar Mendes é um ministro preparado”, disse João Paulo, que era presidente da Câmara dos Deputados na época da denúncia do mensalão. Ele foi ainda além: “Eu diria até que é o mais preparado do Supremo.”

A afirmação foi dada ao colunista da revista Veja Lauro Jardim, na coluna “Radar”. Segundo Jardim, Cunha também acha que, tentando ajudar, Lula acabou prejudicando os mensaleiros.

Leia abaixo a nota de Lauro Jardim em Radar:

Apesar de publicamente vestir a camisa de Rui Falcão para defender Lula nesse rolo com o STF, uma parcela considerável de petistas no Congresso reconhecia ontem a “trapalhada” de Lula ao tentar pressionar Gilmar Mendes e outros ministros a adiarem o julgamento do Mensalão. Um dos mensaleiros à espera de julgamento, João Paulo Cunha dizia “estar confuso” sobre o que pensar em relação a Lula e a Gilmar:

– Acho que o Lula não seria inocente de chegar cobrando declaradamente alguma coisa, mas o ministro Gilmar Mendes é um ministro preparado. Eu diria até que o mais preparado do Supremo.

Na avaliação de Cunha, Mendes não teria motivos para inventar um encontro tão escabroso como o ocorrido no escritório de Nelson Jobim. Para Cunha, ao tentar ajudar, Lula acabou contribuindo para jogar ainda mais luz sobre o Mensalão e ajudou a incendiar os ânimos dos ministros do STF às vésperas do julgamento.

A coluna Radar publicou um "complemento" às 15h45:

Cunha entra em contato para dizer que não está confuso: “Sei muito bem que este caso está sendo usado de maneira leviana para pressionar o STF a condenar, sem o devido e democrático direito de defesa, os que respondem ao processo do chamado Mensalão. Registro também minha solidariedade à indignação manifestada pelo ex-presidente Lula, em relação ao desvirtuamento e uso político que está sendo dado a este encontro.”

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