Rui Falcão se defende de acusação sobre CPMI das Fake News: “não cometi nada de racismo”

Ex-presidente do PT, deputado federal Rui Falcão negou ter sido racista com Hans River do Rio Nascimento, convocado por ele para falar na CPI das Fake News sobre o disparo de mensagens de WhatsApp para a campanha de Bolsonaro. O depoente disse que o parlamentar o chamou de “favelado”

Deputado Rui Falcão (PT-SP)
Deputado Rui Falcão (PT-SP) (Foto: Gustavo Bezerra)

247 - O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) negou ter sido racista com Hans River do Rio Nascimento, que foi convocado por ele para falar na CPI das Fake News nesta terça-feira 11.

Nascimento foi funcionário da empresa Yacows, que está envolvida no uso fraudulento de disparo de mensagens em massa por aplicativos na campanha de Jair Bolsonaro. Ele disse que o parlamentar o chamou de "favelado".

“Eu não chamei o depoente de favelado, não o discriminei, perguntei onde morava. ‘Leopoldina do Rio ou de São Paulo? Você conhece outros bairros da periferia onde eu fiz campanha?’ Eu imaginei que ele tivesse feito campanha para mim votando. Não fiz campanha com a Yacows, não cometi nada de racismo”, reagiu Rui Falcão.

Em outro momento do depoimento, ele acusou a jornalista Patricia Campos Mello, que denunciou na Folha de S.Paulo o esquema do disparo de fake news da campanha de Bolsonaro, de ter se insinuado para ele para conseguir informações. A repórter anunciou que irá divulgar áudios e vídeos com conversas de Hans e declarou que "mentir em CPMI é crime". 

E afirmou ter trabalhado também para o PT, discurso que foi compartilhado em massa pela milícia bolsonarista nas redes sociais, especialmente pelo deputado Eduardo Bolsonaro, demonstrando total articulação de narrativa.

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