"Se quiserem que eu saia, têm que me matar"

A frase teria sido dita por Michel Temer ao presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que teria proposto a sua renúncia, segundo aponta o colunista Lauro Jardim; "Fique tranquilo, não vou renunciar, não vou sair. Vou recorrer até o fim. Se quiserem que eu saia, têm que me matar"; Temer será o primeiro ocupante da presidência da República na história do Brasil – e de qualquer país minimamente civilizado – denunciado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial; ontem, seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, que recebeu uma mala com propinas de R$ 500 mil da JBS, foi preso; segundo delatores da empresa, o dinheiro era destinado a Temer; forças que deram o golpe ainda não encontram uma forma de se livrar do desastre criado para o Brasil

Presidente Michel Temer. 15/12/2016. REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer. 15/12/2016. REUTERS/Adriano Machado (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Em sua coluna deste domingo, o jornalista Lauro Jardim, primeiro a publicar as delações da JBS, revela que Michel Temer teria dado um único caminho para sua remoção do Palácio do Planalto: seu assassinato.

– Fique tranquilo, não vou renunciar, não vou sair. Vou recorrer até o fim. Se quiserem que eu saia, têm que me matar.

A frase teria sido dita por Michel Temer ao presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que teria proposto a sua renúncia.

Apegado ao cargo, Temer será o primeiro ocupante da presidência da República na história do Brasil – e de qualquer país minimamente civilizado – denunciado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, que evita a renúncia e se mantém no poder por um ato de vontade.

Ontem, seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, que recebeu uma mala com propinas de R$ 500 mil da JBS, foi preso.

Segundo delatores da empresa, o dinheiro era destinado a Temer.

Na tragédia nacional, as forças que deram o golpe ainda não encontram uma forma de se livrar do desastre criado para o Brasil.

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