Senado vai apurar Zelotes; CPI do HSBC expõe figurões

Deve ser instalada na próxima semana a CPI que investigará a Operação Zelotes, este que "poderia mesmo ser chamado de 'o maior escândalo de corrupção de todos os tempos', título que já foi dado ao caso mensalão, que movimentou R$ 55 milhões, e ao da Petrobrás, que acaba de estimar em R$ 6 bilhões as perdas com corrupção", escreve Tereza Cruvinel, colunista do 247; ao mesmo tempo, outra CPI que disputará as luzes com a da Petrobras, que corre na Câmara, será a do HSBC, que investiga os depósitos de brasileiros na agência do HSBC na Suíça e "ganha impulso convocando figurões como o presidente do banco no Brasil, Guilherme Brandão, o empresário Benjamin Steinbruch e um barão das privatizações da era FHC, Armínio Fraga, além de ex-diretores do metrô de São Paulo

www.brasil247.com - Deve ser instalada na próxima semana a CPI que investigará a Operação Zelotes, este que "poderia mesmo ser chamado de 'o maior escândalo de corrupção de todos os tempos', título que já foi dado ao caso mensalão, que movimentou R$ 55 milhões, e ao da Petrobrás, que acaba de estimar em R$ 6 bilhões as perdas com corrupção", escreve Tereza Cruvinel, colunista do 247; ao mesmo tempo, outra CPI que disputará as luzes com a da Petrobras, que corre na Câmara, será a do HSBC, que investiga os depósitos de brasileiros na agência do HSBC na Suíça e "ganha impulso convocando figurões como o presidente do banco no Brasil, Guilherme Brandão, o empresário Benjamin Steinbruch e um barão das privatizações da era FHC, Armínio Fraga, além de ex-diretores do metrô de São Paulo
Deve ser instalada na próxima semana a CPI que investigará a Operação Zelotes, este que "poderia mesmo ser chamado de 'o maior escândalo de corrupção de todos os tempos', título que já foi dado ao caso mensalão, que movimentou R$ 55 milhões, e ao da Petrobrás, que acaba de estimar em R$ 6 bilhões as perdas com corrupção", escreve Tereza Cruvinel, colunista do 247; ao mesmo tempo, outra CPI que disputará as luzes com a da Petrobras, que corre na Câmara, será a do HSBC, que investiga os depósitos de brasileiros na agência do HSBC na Suíça e "ganha impulso convocando figurões como o presidente do banco no Brasil, Guilherme Brandão, o empresário Benjamin Steinbruch e um barão das privatizações da era FHC, Armínio Fraga, além de ex-diretores do metrô de São Paulo (Foto: Gisele Federicce)
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Por Tereza Cruvinel

A partir da semana que vem duas CPIs do Senado começarão a disputar as luzes com a CPI da Petrobrás da Câmara, que investiga o esquema de propinas na empresa denunciado pela Operação Lava Jato.

Uma regulamentação do número de CPIs, fixando em no máximo cinco as que podem funcionar simultaneamente, aprovada ontem (9/4), permitirá a instalação da CPI da Receita Federal, que investigará desvios que segundo a Operação Zelotes, da Polícia Federal, podem chegar a R$ 19 bilhões. Este poderia mesmo ser chamado de "o maior escândalo de corrupção de todos os tempos", titulo que já foi dado ao caso mensalão, que movimentou R$ 55 milhões, e ao caso da Petrobrás, que acaba de estimar em R$ 6 bilhões as perdas com superfaturamento de contratos para o pagamento de propinas. Agora, entretanto, o delator Paulo Roberto Costa desdisse o que disse, afirmando que os contratos não tiveram sobrepreço e que as propinas saíram dos lucros das empreiteiras.

Já a CPI do HSBC, que investiga os depósitos de brasileiros na agência do HSBC na Suíça, ganha impulso convocando figurões como o presidente do banco no Brasil, Guilherme Brandão, o empresário Benjamin Steinbruch, um barão das privatizações da era FHC, Armínio Fraga, presidente do Banco Central no mesmo governo, e os ex-diretores do metrô de São Paulo Celso Silva e Ademir Venâncio de Araújo . Envolvidos no escândalo do "trensalão tucano", em que dirigentes do metrô teriam cobrado propinas de fornecedores estrangeiros, eles também seriam depositantes na Suíça. Os requerimentos foram feitos pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). O apresentador Ratinho é outro que deve ser ouvido. Ele também estaria entre os mais de oito mil brasileiros que movimentaram mais de seis mil contas numeradas entre 2006 e 2007 na agência suíça do banco. Com tanto figurão passando pela CPI do HSBC, em vez de ratos, como fizeram no depoimento de João Vacari à CPI da Petrobrás, os provocadores da casa teriam que soltar raposas durante a sessão.

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Já a CPI da Receita, como deve ser chamada, investigará as denúncias da Operação Zelotes, da PF. Foi requerida pelo senador tucano Ataídes Oliveira, de Tocantins. Ele concluiu a coleta das 27 assinaturas necessárias e não há mais óbice regimental à instalação. A não ser que prospere algum acordo com o PT, que vinha tentando a incorporação destas investigações ao objeto da CPI do HSBC.

– Esta era nossa intenção inicial. Afinal, nos dois casos houve sonegação fiscal bilionária, envolvendo bancos e grandes empresas, e evasão de recursos para o exterior. Mas ainda não temos certeza sobre o melhor caminho: ter duas CPIs separadas ou uma só cuidando dos dois casos – diz o líder do PT, senador Humberto Costa.

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Uma ou duas, certo é que a nata do capitalismo nacional está envolvida nos dois casos e alguns de seus expoentes vão dar o ar de sua graça no Senado nos próximos dias. E, nos dois casos, não há políticos, e muito menos políticos petistas, envolvidos. O que deve ajudar a explicar o pouco interesse da mídia e da oposição, apesar dos valores bilionários envolvidos. Só o grupo Gerdau, segundo fontes da Operação Zelotse, teria pago R$ 50 milhões para ter anulada pelo Carf (Conselho de Análise dos Recursos Fiscais), vinculado à Receita, uma multa de R$ 4 bilhões. Como diriam os udenistas populistas, quantas unidades do Minha Casa Minha Vida não poderiam ser feitas com tanto dinheiro?

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