Senador tucano diz que manter mandato de Aécio é “um deboche”

Senador Ricrado Ferraço (PSDB-ES), que está em viagem oficial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, afirmou que o resultado da votação desta terça-feira, que devolveu o mandato a Aécio Neves, "dialoga com o corporativismo e a impunidade"; nos bastidores, ele teria dito que pode se afastar do mandato em protesto à postura do partido

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Foto: Ana Volpe/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Foto: Ana Volpe/Agência Senado (Foto: Gisele Federicce)

Da Revista Fórum - Nem os tucanos da mais alta "plumagem" estão se entendendo em relação à permanência de Aécio Neves no comando do PSDB e até mesmo no que se refere à manutenção da sua vaga no Senado Federal. O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) criticou a decisão da Casa de barrar as medidas cautelares impostas a Aécio pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O tucano, que está em viagem oficial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, afirmou ao Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), que o resultado da votação de terça-feira "dialoga com o corporativismo e a impunidade". "Um deboche", acrescentou o senador.

Ferraço era um dos tucanos tido como voto certo pela manutenção das medidas restritivas do Supremo. Nos bastidores, Ferraço teria dito que pode se afastar do mandato em protesto à postura do partido. A bancada do PSDB é formada por 12 senadores, incluindo Aécio Neves, que até a terça-feira, estava afastado do mandato. Dez votaram a favor de Aécio. Apenas Ferraço, que não estava presente, não votou.

Sem condições

Já o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), defendeu que Aécio renuncie à presidência do partido. Para Tasso, "não há mais condições" para que o parlamentar mineiro retorne ao comando do PSDB. "Eu acho [que ele deve renunciar] porque eu acho que ele não tem condições dentro das circunstâncias que está de ficar como presidente do partido. Nós precisamos ter uma solução definitiva, não provisória", enfatizou Tasso.

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