Serra tenta minimizar declaração de que vitória de Trump seria ‘pesadelo’

Depois de dizer, em julho último, que a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos representaria um "pesadelo" para "todas as pessoas de bem", o ministro das Relações Exteriores tentou minimizar a crítica e passar uma mensagem de tranquilidade do governo sobre o pleito norte-americano; "A gente só tem pesadelo dormindo. Eu estava acordado", disse; "O jogo começa agora", acrescentou

Depois de dizer, em julho último, que a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos representaria um "pesadelo" para "todas as pessoas de bem", o ministro das Relações Exteriores tentou minimizar a crítica e passar uma mensagem de tranquilidade do governo sobre o pleito norte-americano; "A gente só tem pesadelo dormindo. Eu estava acordado", disse; "O jogo começa agora", acrescentou
Depois de dizer, em julho último, que a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos representaria um "pesadelo" para "todas as pessoas de bem", o ministro das Relações Exteriores tentou minimizar a crítica e passar uma mensagem de tranquilidade do governo sobre o pleito norte-americano; "A gente só tem pesadelo dormindo. Eu estava acordado", disse; "O jogo começa agora", acrescentou (Foto: Gisele Federicce)

247 - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, que ficou em uma situação constrangedora com a vitória de Donaldo Trump na eleição dos Estados Unidos, por ter dito em julho que esse resultado seria um "pesadelo" para "todas as pessoas de bem", tentou minimizar a fala nesta quarta-feira 9. "A gente só tem pesadelo dormindo. Eu estava acordado", disse Serra, lembrando que "o jogo começa agora".

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

"Treino é treino e jogo é jogo", diz Serra sobre eleição nos Estados Unidos

Heloisa Cristaldo – O ministro das Relações Exteriores, José Serra, informou hoje (9) que o Brasil trabalha em um plano de contingência para dialogar com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista coletiva, o chanceler brasileiro disse esperar que o protecionismo da economia norte-americana, reiterado na campanha de Trump, não se concretize.

"Treino é treino, e jogo é jogo. Treino é campanha, e jogo é agora. Esperamos que o jogo seja melhor que o treino", afirmou Serra.

Serra considerou "positivo" o Brasil não ter figurado de forma central na campanha eleitoral norte-americana. "O Brasil não fez parte da campanha da Hillary, nem do Trump. Não foi objeto de controvérsias, nem disputas. De maneira que o fato de não ter estado no centro dos acontecimentos, da discórdia na campanha, é positivo."

O chanceler disse que vai acompanhar a montagem da equipe de Trump. Nos Estados Unidos, a nomeação para cargos do alto escalão depende de aprovação do Senado, diferentemente do que ocorre no Brasil, onde o Executivo tem autonomia na indicação de nomes. Para o ministro, a montagem da equipe será uma indicação dos rumos do governo Trump. Serra destacou que o país também acompanhará as manifestações do futuro presidente sobre política externa, econômica e comercial nos próximos meses.

Em nota, o Itamaraty reiterou que o país buscará manter os laços com os Estados Unidos. "Estas duas grandes nações das Américas compartilham semelhanças que valorizam e orientam as relações bilaterais. Somos sociedades multiétnicas, inspiradas por valores democráticos e de respeito aos direitos humanos, em busca da prosperidade, da liberdade, da justiça e da dignidade para todos."

Posse

O empresário Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos. O candidato republicano obteve, nesta madrugada, 276 votos de delegados do colégio eleitoral, seis a mais do necessário para vencer a disputa. Trump derrotou a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata. Trump assegurou maioria em estados decisivos como Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Pensilvânia.

Donald Trump tomará posse no dia 20 de janeiro.

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