Serraglio demite presidente da Funai, que se recusou a nomear indicações

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), tendo o aval de Michel temer, demitiu o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa, e vai substituí-lo por um representante da bancada ruralista no Legislativo; demissão foi exigida pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), porque o presidente da entidade responsável pela gestão das terras indígenas não aceitou nomear 25 pessoas indicadas por ele desde que a nova direção da Funai tomou posse, informa o site Congresso em Foco

Brasília - Novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, discursa na solenidade de transmissão de cargo no ministério (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, discursa na solenidade de transmissão de cargo no ministério (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: José Barbacena)

247 - O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), tendo o aval de Michel temer, demitiu o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa, e vai substituí-lo por um representante da bancada ruralista no Legislativo.

A demissão foi exigida pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), porque o presidente da entidade responsável pela gestão das terras indígenas não aceitou nomear 25 pessoas indicadas por ele desde que a nova direção da Funai tomou posse, informa o site Congresso em Foco.

A decisão política de demitir Antônio Costa foi tomada por Serraglio na quarta-feira (19), data em que se comemora o Dia do Índio, e assustou o presidente da Funai. Os 25 nomes impostos por André Moura para serem contratados pela Funai não são de carreira do órgão. O deputado exigiu que fossem nomeados nas áreas de finanças e de gestão da fundação. Alguns nomes que o ministro Serraglio deve confirmar vão ocupar superintendências em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, Roraima e em Mato Grosso do Sul.

Além de André Moura, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), do mesmo partido de Serraglio, também pressionou para a contratação dos 25 assessores especiais da Funai. Os dois deputados ganharam a chancela do presidente nacional do Partido Social Cristão, pastor Everaldo Pereira. As ameaçam começaram no segundo dia da gestão de Antônio Costa. Como o presidente da Funai não acatou o pedido, sofreu ameaças do deputado que, com o dedo em riste, gritou que o era o “dono” do cargo.

(com informações do Congresso em Foco)

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