STF abre inquérito para investigar Renan e Jucá

Autorização da ministra Cármen Lúcia é para investigar suposto recebimento de propina no valor de R$ 45 milhões para facilitar a aprovação de medidas provisórias do interesse de setor automotivo; as investigações tiveram como ponto de partida um diário apreendido com um dos investigados na Operação Zelotes, João Batista Gruginski, em que ele registra um encontro com outro investigado: Alexandre Paes dos Santos; os dois senadores peemedebistas negam as acusações

Autorização da ministra Cármen Lúcia é para investigar suposto recebimento de propina no valor de R$ 45 milhões para facilitar a aprovação de medidas provisórias do interesse de setor automotivo; as investigações tiveram como ponto de partida um diário apreendido com um dos investigados na Operação Zelotes, João Batista Gruginski, em que ele registra um encontro com outro investigado: Alexandre Paes dos Santos; os dois senadores peemedebistas negam as acusações
Autorização da ministra Cármen Lúcia é para investigar suposto recebimento de propina no valor de R$ 45 milhões para facilitar a aprovação de medidas provisórias do interesse de setor automotivo; as investigações tiveram como ponto de partida um diário apreendido com um dos investigados na Operação Zelotes, João Batista Gruginski, em que ele registra um encontro com outro investigado: Alexandre Paes dos Santos; os dois senadores peemedebistas negam as acusações (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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247 - Relatora da Operação Zelotes, a ministra Cármen Lúcia decidiu abrir um inquérito para investigar o envolvimento do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá, ambos do PMDB, em suposto esquema de venda de emendas a medidas provisórias. A informação foi publicada pelo jornal "O Globo" neste sábado (30).

Segundo o jornal, as investigações tiveram como ponto de partida um diário apreendido com um dos investigados na Zelotes, João Batista Gruginski, em que ele registra um encontro com outro investigado: Alexandre Paes dos Santos.

 Gruginski disse em depoimento que, nesse encontro, ouviu de Alexandre Paes dos Santos que existia uma negociação de R$ 45 milhões em propina para senadores favoráveis aos interesses de montadoras de veículos em uma medida provisória.

Esses senadores seriam Renan Calheiros, Romero Jucá e Gim Argello, ex-senador do PTB, que foi preso este mês em outra operação, a Lava Jato. O nome de Jucá é dado como certo para comandar o Ministério do Planejamento em um possível governo do vice presidente Michel Temer.

A Polícia Federal também encontrou, em um bloco de anotações de Paes dos Santos, as iniciais dos nomes dos senadores, ao lado de valores.

No depoimento, Alexandre Paes dos Santos disse que os comentários que fez seriam apenas boatos que ouviu e negou o pagamento de propina aos senadores. Mas os investigadores acharam que era necessário aprofundar a investigação. Renan e Jucá podem ser chamados a prestar depoimento.

A assessoria afirmou que o presidente do Senado desconhece o autor da denúncia e que o próprio Alexandre Paes dos Santos afirmou se tratar de um boato que ouviu no mercado.

Jucá negou, também pela assessoria, que tenha recebido recursos por apresentação de emendas à MPs. Jucá argumentou que a acusação, feita por meio de uma anotação de diário, já foi desqualificada pelo próprio autor, Alexandre Paes dos Santos.

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