Sucesso de Paes no Rio inspira Chalita em SP

Entre Jos Serra de oposio ao governo federal e Fernando Haddad contrrio administrao estadual, Gabriel Chalita se declara o nico candidato a prefeito capaz de unir as trs pontas de governo; uma frmula que, no Rio, com Eduardo Paes, resultou em obras e no favoritismo reeleio

Sucesso de Paes no Rio inspira Chalita em SP
Sucesso de Paes no Rio inspira Chalita em SP (Foto: DIVULGAÇÃO)

247 – Os avanços verificados na administração municipal do Rio de Janeiro estão sendo observados de perto pelo candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita. O próprio candidato enxerga semelhanças entre o modo de governar do prefeito Eduardo Paes, seu correligionário no PMDB, e a postura que ele pretende adotar se chegar em primeiro lugar no final da corrida eleitoral paulistana. “Eu sou o único candidato capaz de unir as três pontas do governo”, disse Chalita esta semana. “A partir da Prefeitura, terei o melhor relacionamento administrativo com o governador Geraldo Alckmin e com a presidente Dilma Rousseff”. Para tanto, exibe como prova de verdade o fato de ter sido secretário de Educação na gestão Alckmin e pertencer, como deputado federal, à base aliada de Dilma.

É exatamente essa fórmula, a de manter permanente diálogo com as esferas estadual e federal, que tem proporcionado a Paes obter as verbas necessárias para desatar um pacote de obras que o coloca na condição de favorito à própria reeleição, com sólidos índices de popularidade. Um encontro entre ambos já começa a ser articulado para ocorrer nas próximas semanas, de modo a que a experiência acumulada na Prefeitura do Rio seja transmitida ao postulante ao executivo paulistano.

Paes não apenas tem-se mostrado, ao longo da gestão, o amigo número 1 do correligionário governador Sergio Cabral, como também se desdobra para manter sem ruídos a aliança firmada localmente com o PT da presidente Dilma Rousseff, de cujo partido deverá sair o seu companheiro de chapa na campanha de reeleição. A postura construtiva de Paes é vista por Chalita como um modelo para a fluência da administração pública. Com trânsito nas esferas superiores, a administração municipal carioca tem obtido os recursos necessários para realizar obras que vão de tuneis e novas avenidas na Zona Oeste à ampliação de vagas na rede escolar, passando pela entrega de um conjunto de endereços de saúde por toda a cidade. Diariamente, Paes tem a agenda lotada por compromissos da administração e pouco dedica tempo para conchavos políticos, mais um traço de união com o que Chalita considera como postura ideal para um governante.

No comando da campanha do candidato do PMDB em São Paulo, acredita-se que o discurso da construção de harmonia política entre os poderes, sempre presente nos pronunciamentos públicos de Eduardo Paes, será bem melhor recebido pelo eleitorado do que o antagonismo proposto, cada um com seu adversário, pelos pré-candidatos José Serra, do PSDB, e Fernando Haddad, do PT. O primeiro já posicionou sua campanha em franca oposição ao governo da presidente Dilma, enquanto o segundo escolheu o governador Geraldo Alckmin como alvo de suas primeiras críticas. No Rio, enquanto isso, o papel de oposicionismo está sendo preenchido pela recém-lançada chapa Rodrigo Maia-Clarissa Garotinho, dois quadros que acumulam críticas tanto à gestão do governador Sergio Cabral, como a da presidente Dilma Rousseff – além, é claro, da administração Paes.

A ser cumprida à risca, a estratégia de Gabriel Chalita é capaz de alçá-lo a patamares maiores que os 7% obtidos na mais recente pesquisa do Instituto DataFolha. Afinal, entre dois oposicionistas que se digladiam, ele tenderá a ser diferente pelo alinhamento da cidade ao Estado e à União – uma fórmula que, praticada por Eduardo Paes nos últimos anos no Rio, tem-se mostrado, no mínimo, bastante produtiva.

 

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