Tasso racha base de Temer e diz que País pode ficar ingovernável

A pressão tucana para lançar a candidatura do senador Tasso Jereissati (CE) à Presidência, em um cenário de eleição indireta, provocou um racha na base do governo: causou mal-estar com o DEM, irritou o PMDB e já é questionada até dentro do PMDB; Tasso tem pedido cuidado aos aliados; ele entende que a sucessão precisará ser consequência de um grande acordo político, que preserve a governabilidade e a retomada do crescimento econômico; “Se não tivermos cuidado, daqui a pouco o problema não será quem vai ser o candidato. A situação vai ser tão grave que ninguém vai querer presidir o País", disse

Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A articulação do PSDB para lançar a candidatura do senador Tasso Jereissati (CE) à Presidência da República na hipótese de uma eleição indireta causou mal-estar com o DEM, irritou o PMDB e já é questionada até por tucanos.

Os aliados avaliam que Tasso, presidente interino da sigla, avançou o sinal ao promover na terça-feira passada, em São Paulo, uma reunião com o governador Geraldo Alckmin, o prefeito João Doria e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – todos correligionários – para discutir o assunto.

No dia seguinte ao encontro, que ocorreu no apartamento do ex-presidente em São Paulo, Alckmin “lançou” Tasso ao dizer publicamente que ele e Fernando Henrique Cardoso “são os grandes nomes” em uma eleição indireta no caso de interrupção do mandato de Michel Temer. A iniciativa foi mal recebida no Congresso.

O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), telefonou nesta segunda-feira, 29, para Tasso e pediu para que eles fizessem um esforço conjunto para um entendimento entre os dois partidos. Ouviu como resposta de Tasso que ele não seria candidato. Ambos reafirmaram que atuarão juntos na crise e tentarão encontrar um nome de consenso da base aliada para a eventualidade de queda do presidente, seja por renúncia ou cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tasso, agora, pede cautela aos aliados nas discussões sobre a sucessão. 

Ele entende que a sucessão precisará ser consequência de um grande acordo político, que preserve a governabilidade e a retomada do crescimento econômico. “Se não tivermos cuidado, daqui a pouco o problema não será quem vai ser o candidato. A situação vai ser tão grave que ninguém vai querer presidir o País", afirmou.
 
As informações são de Pedro Venceslau no Estado de S.Paulo e da Coluna do Estadão.

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