Temer abandonou e jogou Padilha ao mar

Depoimento voluntário do advogado José Yunes no âmbito da Lava Jato blinda Michel Temer e coloca o ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, na fogueira; de acordo com os fatos narrados por Yunes, Temer teria apenas solicitou à Odebrecht as doações ao PMDB; o que foi negociado depois disso, como a forma de entrega do dinheiro, se por dentro ou por fora, teria ficado com Padilha

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o presidente Michel Temer 25/08/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o presidente Michel Temer 25/08/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Gisele Federicce)

247 - O depoimento concedido voluntariamente pelo advogado José Yunes no âmbito da Operação Lava Jato blinda Michel Temer e coloca o ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, na fogueira, na avaliação de quem acompanha o caso, aponta a coluna do Estadão neste sábado.

De acordo com os fatos narrados por Yunes, Temer teria apenas solicitou à Odebrecht as doações de campanha ao PMDB em 2014. O que foi negociado depois disso, como a forma de entrega do dinheiro, se por dentro ou por fora, teria ficado sob a responsabilidade de Padilha.

Yunes contou ter recebido em seu escritório em São Paulo, a pedido de Padilha, "documentos" que depois soube ser dinheiro do ministro. "Envelopes" levados ao escritório por Lúcio Funaro teriam R$ 4 milhões, parte dos R$ 11 milhões solicitados por Temer. O montante foi depois retirado por um emissário de Padilha, segundo Yunes.

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