Temer afirma que Bolsonaro é a sua continuidade

Em entrevista à BBC Brasil, o ex-presidente Michel Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe, ressalta que Jair Bolsonaro dá continuidade à gestão do emedebista; "Do jeito que as coisas vão indo, o governo vai bem, porque está dando sequência ao nosso governo", disse; Fernando Haddad (PT) questionou: "Vai bem pra quem?"

(Foto: Beto Barata - PR)

247 - Após ter chegado à presidência da República em 2016 por causa de um golpe contra a então presidente Dilma Rousseff, Michel Temer agora reforça que o presidente Jair Bolsonaro dá continuidade à gestão do emedebista.

"Você sabe que eu acabo avaliando até positivamente... Por uma razão, digamos, singela, e que vem muito ao encontro daquilo que eu penso. Eu me recordo, quando presidente da República, eu dizia: 'olha, será bem sucedido o presidente que der sequência àquilo que estou fazendo'. Do jeito que as coisas vão indo, o governo vai bem, porque está dando sequência ao nosso governo", disse o ex-presidente à BBC Brasil.

As duas gestões (Temer e Bolsonaro) são marcadas pelo corte de direitos, entega de setores estratégicos da economia para estrangeiros e corte de investimentos públicos. 

O ex-presidenciável do PT Fernando Haddad ironizou a declaração de Temer. "Temer: 'O governo Bolsonaro vai bem porque está dando sequência ao meu'.  Verdade, mas bem pra quem?", questionou Haddad no Twitter.

Na entrevista, o emededebista também afirmou que "a Previdência Social só foi aprovada agora porque na verdade, durante dois anos", ele mesmo fez "um debate intensíssimo sobre a Previdência Social e agora acabou sendo aprovada em primeiro turno". "Suponho que será aprovada em segundo turno, é importante, fundamental para o país. No passado houve muita resistência, mas esta resistência foi vencida pela campanha que nós fizemos ao longo do tempo", acrescentou Temer.

Sobre a baixa popularidade de Bolsonaro, o emedebista afirmou: "É decepção, né... É natural essa decepção. Toda vez que alguém chega ao governo, chega dando muita esperança, as pessoas esperam muito. A gente não pode pautar-se apenas pela popularidade, e convenhamos, falando de mim, se fosse pautar-me pela minha popularidade, eu não teria feito as reformas que o país precisa. A questão da popularidade não significa que o governo está bem ou está mal. O governo precisa agir, ir pra frente". 

Leia a íntegra da entrevista

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