Temer começa retaliações a partidos infiéis

O governo começou o processo de retaliação aos deputados da base aliada que votaram pela abertura de investigação contra Michel Temer; o engenheiro Vissilar Pretto, superintendente do Dnit em Santa Catarina, foi exonerado como forma de punir o deputado Jorginho Mello (PR-SC), que não quis ser cúmplice da corrupção de Temer; PSDB, um dos partidos infiéis pode perder algum ministério para partidos do Centrão

Bras�lia - Presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no lan�amento do programa Refrota 17, no Pal�cio do Planalto (Valter Campanato/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - Presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no lan�amento do programa Refrota 17, no Pal�cio do Planalto (Valter Campanato/Ag�ncia Brasil) (Foto: Charles Nisz)
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Infomoney - Passada a votação na Câmara que arquivou a denúncia contra Michel Temer, o governo iniciou o processo de retaliação dos aliados que votaram contra o peemedebista -- isto é, a favor do prosseguimento da peça encaminhada pelo procurador-geral Rodrigo Janot. Nesta sexta-feira (4), o site do jornal Folha de S. Paulo informou que o governo exonerou o superintendente do Dnit (Departamento Nacional de  Infraestrutura  de  Transportes) em Santa Catarina, o engenheiro Vissilar Pretto, como forma de punir o deputado Jorginho Mello (PR-SC).

A medida já foi publicada no Diário Oficial e o intenção de punir o parlamentar infiel foi confirmado à reportagem por fontes do Palácio do Planalto. O PR controla o Ministério dos Transportes e distribuiu as superintendências regionais do Dnit, órgão responsável pela realização de obras em estradas, entre membros da bancada. O Dnit é considerado posto estratégico no mundo político, funcionando como importante ativo eleitoral.

Dos 39 deputados do PR, nove votaram contra o relatório de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que pedia o arquivamento da denúncia. Membros do próprio partido pedem que o governo puna aliados que votaram contra ele na última quarta-feira, de olho nos cargos vagos que podem conquistar.

Nos próximos dias, o governo Michel Temer terá de administrar a pressão de membros do centrão pela punição de aliados infiéis, sobretudo do PSDB -- partido que contou com o maior índice de dissidência. O baixo clero agora cobra a conta da posição que assumiu na votação, embora já tenha havido negociação prévia por cargos e verbas de emendas.

 

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