Temer, denunciado por corrupção, se diz vítima de meliantes

Em nota contra delações da JBS e denúncias da Procuradoria Geral da República, a presidência da República diz que há uma "grande armação" por parte do que chamou de "grupo de meliantes" aliados a autoridades federais para tentar atacar a honra e a dignidade pessoal de Michel Temer

Presidente Michel Temer 28/08/2017 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Michel Temer 28/08/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Gisele Federicce)

247 - A presidência da República divulgou uma nota nesta sexta-feira 29 em que afirma que Michel Temer é vítima da ação de meliantes.

O texto assinado pela Secretaria Especial de Comunicação Social, contra delações da JBS e denúncias da Procuradoria Geral da República, diz que há uma "grande armação" por parte do que chamou de "grupo de meliantes" aliados a autoridades federais para tentar atacar a honra e a dignidade pessoal de Temer.

Leia a íntegra:

"A cada nova revelação das gravações acidentais dos delatores da JBS, demonstra-se cabalmente a grande armação urdida desde 17 de maio contra o presidente Michel Temer. De forma sórdida e torpe, um grupo de meliantes aliou-se a autoridades federais para atacar a honradez e dignidade pessoal do presidente, instabilizar o governo e tentar paralisar o processo de recuperação da economia do país.

Agora, descobre-se que integrantes do Ministério Público Federal ficaram decepcionados com a gravação que usaram para embasar a primeira denúncia contra o presidente. 'Eu acho, Fernanda, que precisam construir melhor a história do Temer. Não ficou muito claro. Eu acho que quando ouviram o Temer não gostaram muito. Tinham uma expectativa maior'. E isso dito por Ricardo Saud, uma das vozes usada para atacar o presidente por dias, semanas, meses no noticiário nacional.

As acusações caem uma após a outra, revelando a verdade da conspiração que foi construída durante meses. 'Eles querem foder o PMDB', sentencia o advogado Francisco de Assis, sem saber que está sendo grampeado por Joesley Batista. Mostrando todo planejamento da ação controlada que o grupo da JBS tentou fazer contra o país, Assis acrescenta:

'Viu, seguinte, Joesley, no momento certo, temos de dar sinal pro Lúcio pular dentro. Aí ele fecha a tampa do caixão'. Falavam sobre Lúcio Funaro, delator que foi incluído numa segunda denúncia contra o presidente pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, cujas ambições de comandar o país são ressaltadas pelos delatores. 'Janot quer ser o presidente da República, ou indicar quem vai ser', diz Joesley. Funaro, por sua vez, já havia enganado o Ministério Público Federal e a Justiça em delação anterior. Não mudou suas práticas.

O país não pode ficar nas mãos de criminosos e bandidos que manipulam autoridades, mercado, mídia e paralisam o país. É hora de retornar o caminho do crescimento e da geração de emprego. Não se pode mais tolerar que investigadores atuem como integrantes da santa inquisição, acusando sem provas e permitindo a delatores usarem mecanismos da lei para fugir de seus crimes. Cabe agora, diante de tão grave revelação, ampla investigação para apurar esses fatos absurdos e a responsabilização de todos os envolvidos, em todas as esferas.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República"

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