Temer diz que não renunciou para não assumir culpa

Durante balanço sobre o ano de 2017, em que se tornou o primeiro ocupante da Presidência formalmente denunciado por corrupção, Michel Temer diz que se tivesse optado pela renúncia no auge da crise instalada pela delação da JBS estaria se "declarando culpado"; "Não seria um caminho mais fácil, seria um caminho incriminador", diz Temer, que tem as duas denúncias contra si paralisadas até o fim do mandato; ao falar sobre a retirada de direitos de milhões de trabalhadores, aprovadas pelo Congresso, Temer diz que fez o que ninguém, ao longo de 20, 30 anos, teve coragem

Presidente Michel Temer em Nova York 19/09/2017 REUTERS/Shannon Stapleton
Presidente Michel Temer em Nova York 19/09/2017 REUTERS/Shannon Stapleton (Foto: Aquiles Lins)

247 - Durante balanço sobre o ano de 2017, em que se tornou o primeiro ocupante da Presidência formalmente denunciado por corrupção, Michel Temer diz que se tivesse optado pela renúncia no auge da crise instalada pela delação da JBS estaria se "declarando culpado".

"Não seria um caminho mais fácil, seria um caminho incriminador", diz Temer, que tem as duas denúncias contra si paralisadas até o fim do mandato. "Tenho minhas dúvidas de se no futuro virão a ser aceitas de tão inconsistentes que são", provoca. 

Ao falar sobre a retirada de direitos de milhões de trabalhadores, aprovadas pelo Congresso, Temer diz que fez o que ninguém, ao longo de 20, 30 anos, teve coragem. "Repactuamos as dívidas dos Estados e salvamos as finanças municipais. Dividimos a multa da repatriação e os prefeitos puderam fechar seus balanços", afirma. 

"É o governo reformista que está dando bons resultados para o país, como revelam o crescimento da economia e a geração de empregos", completa o emedebista. 

As informações são da coluna Painel, da Folha de S. Paulo

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