Temer ignora proposta de gravar reuniões em gabinete presidencial

Michel Temer ignorou a medida —proposta publicamente por ele mesmo— de gravar as audiências promovidas no gabinete presidencial; a ideia era uma forma de dar mais transparência ao governo e foi sugerida em novembro, durante um discurso de Temer, como resposta à crise protagonizada pelos ex-ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Marcelo Calero (Cultura), que pediram demissão do governo federal dias antes

Brasília - Presidente interino Michel Temer posa para foto acompanhado do ministro da Educação, Mendonça Filho, com o Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - Presidente interino Michel Temer posa para foto acompanhado do ministro da Educação, Mendonça Filho, com o Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Michel Temer não adotou medida de transparência proposta publicamente por ele mesmo de gravar as audiências promovidas no gabinete presidencial.

A ideia foi sugerida em novembro durante discurso presidencial, como resposta à crise protagonizada pelos ex-ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Marcelo Calero (Cultura), que pediram demissão do governo federal dias antes.

As informações são de reportagem de Gustavo Uribe e Daniel Carvalho na Folha de S.Paulo.

"Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, Temer não está gravando as audiências porque o tema ainda está em análise no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência e, por isso, ele não tomou uma decisão.

Calero deixou o governo após acusar, em entrevista à Folha, Geddel de pressioná-lo a produzir parecer técnico para viabilizar empreendimento no qual o chefe da Secretaria de Governo tinha apartamento na Bahia. Geddel negou as acusações, mas a crise levou à sua demissão uma semana depois.

Para provar a pressão, Calero gravou conversas com Geddel, com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e com o próprio presidente, que chamou a iniciativa de 'agressiva' e 'clandestina'."

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